sábado, 28 de fevereiro de 2015 – Foto: Secom

Segundo o infectologista e diretor municipal de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, a cidade de Campos conta com uma excelente estrutura de proteção contra malária. São técnicos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) preparados para diagnosticar, laboratorialmente, a doença e realizar o mapeamento da área onde o mosquito foi encontrado, podendo, assim, agir de forma mais eficaz, com combate direto ao transmissor.
– Nosso município tem uma excelente estrutura de proteção contra a malária, através de equipe multidisciplinar, que faz o diagnóstico da doença por coleta de sangue após a suspeita, além de termos o serviço do Departamento de Doenças Infecto-parasitárias (DIP) do Hospital Ferreira Machado (HFM), referência regional para o tratamento. Também contamos com reserva técnica de medicação – disse o infectologista.
Ele afirma que, todo ano, o município registra de 2 a 3 casos importados de malária. “Este ano, já tivemos um caso importado e já tratado. Mas não há motivo para pânico. Os casos são acompanhados de perto. Porém, a população deve ficar atenta, pois não há vacina contra a malária”, explicou.
Charbell acrescenta que a doença é transmitida pelo mosquito Anopheles, infectado pelo vírus Plasmodium. “Ele gosta muito de área de cachoeira, floresta, lugares úmidos. Por isso a explicação de que vários casos aconteceram na Região Serrana do Rio, onde tem muita cachoeira e região de Mata Atlântica”, afirma.
Ele lembra ainda que os sintomas da malária e da dengue são bem parecidos. “A diferença dos sintomas entre a malária e a dengue está na febre. A febre da malária é periódica, acontece de períodos em períodos, diferente da febre da dengue, que é mais constante”, disse Charbel, lembrando que os sintomas podem aparecer de 8 a 30 após o banho de cachoeira.