Atualizado: domingo, 28 de dezembro de 2014 – Foto: Secom
A crise nacional da economia reduziu o tamanho do Natal dos brasileiros, com um dos piores resultados dos últimos 11 anos. Segundo o Serasa em todo o território nacional o aumento das vendas foi de apenas 1,7%, enquanto a Associação Brasileira dos Shoppings aponta crescimento de somente 3%, o pior dos últimos 8 anos.
O secretário de Governo, Suledil Bernardino, lembra que os números confirmaram as projeções de Natal de vacas magras. “O Natal não foi nada bom para os brasileiros, em decorrência das altas taxas de juros, inibindo o crédito, em função da inflação elevada, e o recorde de crescimento da cotação do dólar neste segundo semestre, que tornou mais caros os produtos importados”, enfatiza Suledil.
O secretário de Governo lembra que no município de Campos o resultado só não foi pior, como reconhecem as entidades classistas como Carjopa e CDL, porque a prefeitura de Campos antecipou para uma semana antes do Natal o pagamento dos salários ao servidores públicos municipais do mês de dezembro e a segunda parcela do décimo terceiro, que injetou na economia R$ 100 milhões, oxigenando as vendas do comércio.
Nestes últimos dois meses de 2014, a prefeitura de Campos efetuou pagamentos superiores a R$ 400 milhões, entre salários, serviços, e fornecedores da prefeitura. “O compromisso é o de aplicar os recursos em investimentos e manter regularidade dos pagamentos, o que tem contribuído para a movimentação da economia local”, ressalta Suledil.
Para o professor Suledil, o Natal de 2014 trouxe uma reflexão para 2015: “Todo cidadão antenado com as informações do mundo econômico já percebeu que a crise chegou ao Brasil, e que muito contribuirá para as grandes dificuldades a serem enfrentadas pelas empresas e pelo poder público. O governo federal já reviu sua previsão de crescimento de 2014 de 0,7% para 0,2% e o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy já disse que em 2015, o índice será de 0,8%.”
Em caso de Campos e região, além da crise nacional econômica, o secretário Suledil lembrou que “enfrentaremos a crise do petróleo, que tem derrubado o preço do barril em mais de 50%, de 115 dólares para 59 dólares, o que diminui drasticamente a receitas dos municípios produtores. E ainda tem a grave crise do Petrolão, que atinge em cheio a Petrobras, e lança a estatal em uma nuvem de insegurança para 2015”.
Fazendo o dever de casa, a prefeitura de Campos reduziu a projeção de Orçamento para 2015 em quase R$ 500 milhões.