sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 – Foto: Antônio Leudo/Secom
Na contramão de grandes centros, como São Paulo, cidade que mais gera renda no país, mas que perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB), municípios como Campos tiveram ganho de participação superior ao daqueles com indústria diversificada, graças ao aumento dos preços da indústria extrativa.
As informações fazem parte da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2012, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o secretário de Governo, Suledil Bernardino, o PIB de Campos está, principalmente, atrelado à indústria petrolífera, que se desenvolveu na principal bacia produtora de petróleo do país nos últimos 40 anos.
Ele afirma que, nos últimos anos, a prefeitura tem investido 17%, por ano. “A prefeitura tem procurado investir profundamente em infraestrutura para desenvolvimento de nossa cidade. Nos últimos cinco anos, a média de investimentos foi de 17%, diferente de municípios da região, que não chegaram a 5%, conforme apontam economistas”.
– Grandes obras foram e estão sendo realizadas, como o Programa Morar Feliz, com entrega de quase seis mil moradias, com toda infraestrutura; os Bairros Legais; construção e modernização de avenidas; recuperação do Centro Histórico; recuperação e pavimentação de estradas; construção de novas creches e escolas modelo; vilas olímpicas; e investimentos em hospitais públicos, como o Ferreira Machado, Geral de Guarus e o novo hospital da Baixada -, informa o secretário.
Entre os municípios beneficiados pela alta das commodities minerais estão os municípios fluminenses de Campos dos Goytacazes, cuja participação no PIB nacional passou de 0,9% em 2011 para 1,0% em 2012; Cabo Frio (de 0,23% para 0,28%); Rio das Ostras (de 0,22% para 0,26%) e Macaé (de 0,30% para 0,33%), além de Presidente Kennedy no Espírito Santo (de 0,10% para 0,12%), todos municípios que ganham royalties do petróleo. Este último se manteve como o maior PIB per capita do país em 2012 (R$ 511.967,24), enquanto o menor foi Curralinho (R$ 2.720,32), no Pará.
Em 2012, o PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1% em termos reais na comparação com 2011. Em valores correntes, o resultado alcançado chegou a R$ 4,39 bilhões.O PIB dos Municípios é pesquisado desde o ano 2000, em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).