Câmara: audiência para discutir segurança após reunião com IFF

sexta-feira, 10 de outubro de 2014    –    Foto: Divulgação
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O presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Edson Batista, recebeu na tarde da última terça-feira (07), em seu gabinete, o diretor do campus Campos Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), Jefferson Manhães de Azevedo, e um grupo de alunos, que estão preocupados com a segurança na área próxima ao Instituto e nas demais escolas de Campos.

Durante o encontro foi discutida a possibilidade de a Câmara elaborar um projeto de lei para que o município passe a contar com a Lei da Área Escolar de Segurança, já implantada em São Paulo, segundo os alunos.

A lei determina a criação de uma área correspondente a uma circunferência com raio de 100 metros a partir do portão da escola, onde o poder público ficaria incumbido de fiscalizar o comércio ilegal, realizar a manutenção de calçadas e faixas para pedestres, promover melhorias na iluminação, entre outros, visando prevenir e combater a violência no local.

Aluno do curso de Automação Industrial, Henrique Rodrigues, 17 anos, que participou da reunião, disse que a ideia do grupo é implantar essa lei em Campos, visando não apenas reforçar o policiamento no entorno das escolas para evitar assaltos, mas traçar ações que promovam melhorias no trânsito para reduzir o número de acidentes.

“Foi um primeiro contato com a Câmara, onde o presidente foi bastante solícito”, afirmou Henrique, destacando que, durante a reunião, os alunos foram informados que são necessárias 18 mil assinaturas (0,3% do eleitorado municipal) para apresentar um projeto de iniciativa popular. Segundo ele, percorrendo escolas e sindicatos, 12 mil assinaturas já foram colhidas.

Na opinião de diretor Jefferson Manhães, a reunião foi positiva. “Dr. Edson nos pediu para aguardar o segundo turno das eleições para voltarmos a conversar sobre o assunto, com a participação, inclusive, dos vereadores”, disse ele, destacando que a lei é apenas um braço da luta por mais segurança, iniciada após o assassinato de um estudante do IFF, no último dia 29, após um assalto em um ponto de ônibus em frente à instituição.

“Queremos que o município passe a contar também com um disque-denúncia e que os registros de ocorrência possam ser feitos online, como já acontece nas capitais”, afirmou Jefferson.

Edson Batista disse que ficou acertada a realização de uma audiência pública, após o segundo turno, para discutir mais amplamente a questão da segurança. “Queremos, inclusive, que a juventude participe do debate. Vamos discutir as causas da violência e traçar diretrizes”, afirmou.