Aborto: o que pensam candidatos à Presidência

Atualizado: domingo, 20  de julho de 2014      –    Foto: Divulgação

dilma-aecio-eduardo-300x250eCom o início da campanha eleitoral, temas controversos passaram a fazer parte do debate político e os candidatos são instados a todo momento a se posicionar sobre polêmicas.

Confira as opiniões de dez dos 11 candidatos à Presidência da República sobre alguns assuntos acalorados, como a descriminalização da maconha, do aborto e o ensino religioso obrigatório.

Os candidatos também foram questionados sobre a redução da maioridade penal, o fim da reeleição, a ampliação do Bolsa Família, a diminuição do número de ministérios  e aspectos da economia como a reforma tributária, a meta de inflação ideal e a independência do Banco Central.

As respostas foram colocadas em ordem alfabética pelo nome do candidato.

Descriminalização do aborto

Aécio Neves (PSDB)
É contra. “Sou a favor da legislação atual, sem mudanças”, afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013

Dilma Rousseff (PT)
É contra. “Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto

Eduardo Campos (PSB)
É contra. Considera a legislação adequada e não vê razões para seja alterada a lei. “Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta”, disse em entrevista em uma missa em Aparecida (SP) em abril

Eduardo Jorge (PV)
É a favor. Defende a legalização do aborto, estabelecendo regras e limites de idade gestacional. “Não estimulamos a prática do aborto, pois ele sempre é traumático para a mulher… Porém, não podemos ignorar essa realidade de muitas mulheres que por algum motivo recorrem a ele a cada ano. Não concordamos em criminalizá-las”, diz o programa de governo do PV

Eymael (PSDC)
É contra. “A posição da democracia cristã é a manutenção das três hipóteses que hoje existem [para o aborto]: o estupro, o perigo de vida [para a mulher] e o feto destituído de cérebro”

José Maria (PSTU)
A favor

Levy Fidelix (PRTB)
Contra. “Sou a favor que a legislação permaneça como está. Hoje é permitido fazer aborto em casos de anencefalia, risco de vida [à mãe]. No caso de estupro, não. Violenta o moral dela, mas não [pode] matar a criança”

Luciana Genro (PSOL)
A favor. “Eu vejo que a gente precisa descriminalizar, para quê? Para acabar com essa hipocrisia e possibilitar uma discussão franca sobre o tema da maternidade, da contracepção”

Mauro Iasi (PCB)
É favorável. “O aborto é um direito da mulher. Dessa forma, ele deve ser realizado na rede pública de saúde”

Pastor Everaldo Pereira (PSC)
É contra. “Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão”