sábado, 17 de maio de 2014 – Foto: Roberto Joia / Secom
Bate-papo na noite deste sábado do Espaço Café Literário, na 8 Bienal do Livro
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sábado, 17 de maio de 2014 – Foto: Roberto Joia / Secom
Bate-papo na noite deste sábado do Espaço Café Literário, na 8 Bienal do Livro

Filho de flamenguista, o antropólogo e escritor Roberto da Matta tornou-se tricolor ainda menino, “convencido” por um amigo na escola. Virou anti-flamenguista e “dono” do Fluminense, ao montar seu próprio time de botões, com escalação completa, incluindo os botões reservas. “É da própria vida, da nossa memória, faz parte da formação pessoal do homem, do menino nascido no Brasil”.
Um dos temas mais abordados no espaço lotado de amantes da literatura e do futebol foi sobre o momento das torcidas organizadas e a violência nos estádios. “As torcidas eram lideradas por carismáticos que formavam uma espécie de apoio ä polícia dentro dos estádios”, lembra Bernardo, comparando com o cenário anterior ao que ocorre hoje, em um reflexo do momento de banalização da violência. “A torcida fica mais importante que o próprio jogo. Não vai ao estádio ver o jogo, mas vai ao confronto. A derrota é o outro lado da moeda da vitória. É fundamental entender isso na sociedade democrática”, acrescenta da Matta.