IBGE: Campos em destaque por gerar mais de 0,5% do PIB

terça-feira, 17 de dezembro de 2013   –   Foto: Secom

Cidades produtoras de petróleo ampliaram participação no PIB brasileiro de 2011, de acordo com informações do IBGE

Marcelo Neves capaO município de Campos dos Goytacazes aparece com destaque em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujos dados foram divulgados nesta terça-feira (17). Campos está em uma relação de 11 municípios brasileiros, excluindo as capitais, que tiveram destaque por gerar, individualmente, mais de 0,5% do PIB brasileiro, agregando 8,7% da renda do país, e ultrapassou a cidade do Rio de Janeiro na participação da indústria.

Com 0,9% de participação, Campos aparece em um grupo restrito de cidades que não são capitais brasileiras que tiveram peso na composição do PIB nacional, como Guarulhos (SP), com 1%; Campinas (SP), 1%; Osasco (SP), 0,9%; São Bernardo do Campo (SP), 0,9%; Barueri (SP), 0,8%; Santos (SP), 0,8%; Betim (MG), 0,7%; Duque de Caxias (RJ) e São José dos Campos (SP), 0,6% cada; e Jundiaí (SP), 0,5%.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, Campos ultrapassou a cidade do Rio de Janeiro na participação do valor adicionado bruto da indústria em 2011, com uma fatia de 2,9%, em função do comportamento do segmento produtivo de petróleo. O Rio, que estava na segunda colocação em 2010, caiu para a terceira, com 2,4%. São Paulo permanece como o principal polo industrial brasileiro, com participação relativa de 7,9% no valor adicionado bruto da indústria no PIB nacional.

Em 2011, a participação relativa das capitais na composição do PIB foi a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 1999. O conjunto das 27 capitais respondeu, em 2011, por 33,7% da renda nacional, ante uma fatia de 34% em 2010. Em 1999, essa participação era de 38,7%. De acordo com a pesquisa, os maiores saltos em 2011 entre as economias mais relevantes ocorreram em Campos dos Goytacazes (RJ) e Guarulhos (SP). O primeiro teve a maior diferença absoluta (0,2 ponto percentual), devido principalmente aos altos preços do petróleo.

De acordo com o secretário de Petróleo, Energias alternativas e Inovações Tecnológicas, Marcelo Neves(foto acima), este resultado de 2011 é reflexo de uma recuperação dos mercados americano e europeu, em função da forte crise de 2008, que fez com que o barril do petróleo caísse abaixo de U$ 80. “Entre 2010 e 2011, houve uma reação do preço do barril do petróleo, ultrapassando os U$ 100, o barril, o que justifica este resultado”.

– Além disso, o município fez o dever de casa, transformando os recursos de royalties de petróleo em investimentos no setor industrial, tais como empreendimentos como o complexo Farol Barra do Furado, projeção da futura Zona Especial de Negócios (Zen), atração de novas empresas que têm chegado para o município e que vão propiciar, no futuro, maior independência econômica, já que isso representará maior arrecadação própria. Além disso, a formação de mão de obra qualificada será revertida em absorção desta mão-de-obra por grandes empresas. Isto é um grande benefício para o município por gerar emprego e renda, e revertendo em melhor qualidade de vida para os cidadãos – finaliza Marcelo Neves.