Famílias de Ururaí livres de alagamentos

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013      –      Foto: Rodolfo Lins / Secom

Andréa(foto) é uma das que estão com a família no Aluguel Social, aguardando a casa do Morar Feliz

Ururaí família felizCentenas de moradores de áreas de risco de Ururaí, que durante décadas sofreram com as cheias, encontraram porto seguro nos programas de políticas habitacionais de Campos, como o Aluguel Social e o Morar Feliz. Hoje, estas pessoas estão livres de diversos transtornos, como a interrupção do ano letivo para as crianças, o risco de doenças relacionadas a enchentes e faltas ao trabalho por causa das prolongadas vigílias do nível do rio, a fim de terem tempo de retirar os móveis, antes das casas serem invadidas pelas águas. 
 
Andréia Teixeira, 32 anos, mudou na semana passada, com o marido e os cinco filhos, para uma casa custeada pela Prefeitura, através do Aluguel Social. A família dela é uma das seis que foram desalojadas com a cheia do Ururaí e que serão contempladas com casas do Morar Feliz
 
Somente de Ururaí e das margens da BR 101, a Prefeitura de Campos retirou 798 famílias, transferindo-as para casas com toda infraestrutura urbana no condomínio do Morar Feliz da Tapera (I e II). Outras, como Carla dos Santos Marques, 19 anos, casada e mãe de um menino de dois anos, aguardam para serem contempladas com as novas unidades que estão sendo construídas na segunda fase do programa.
 
Andréia, que teve a casa alagada semana passada, foi com a família para o Aluguel Social, no seu próprio distrito. “Sou cadastrada na Secretaria da Família e Assistência Social para ganhar uma casa e disseram que vou ganhar uma das que estão sendo construídas no Morar Feliz de Ururaí”, contou a dona de casa, que teve de abrigar também o pai, que já havia sido contemplado com uma casa na Tapera, negociou o imóvel e retornou para área de risco.
 
O pai de Andréia ocupava a última casa a ser demolida nesta quarta-feira (11), pela Defesa Civil Municipal. Por ter negociado a casa que ganhou do Morar Feliz, ele perdeu o direito de ser beneficiado por qualquer programa habitacional do município. Por ser socialmente vulnerável, foi incluído na composição familiar da filha, que já é cadastrada para o benefício.
 
Com as chuvas que caíram na Região do Imbé, as águas da Lagoa de Cima elevaram o nível do Rio Ururaí a 3.56 metros, desalojando seis famílias da área de risco conhecida como Ilha. Em anos anteriores, quando o Ururaí atingia este nível, mais de 50 famílias – aproximadamente 200 pessoas – tinham de ser removidas do local. Em 2008, quando o rio transbordou, ultrapassando 3.80 metros, foram mais de 150 famílias desabrigadas e desalojadas.