Registro de ocorrência desvenda armação contra PR

sexta-feira, 15 de novembro de 2013    –    Reprodução: Divulgação/Alerj

No registro de ocorrência, Garotinho destaca data e horários para sustentar sua denúncia

registro ocorrência PREm postagens publicadas em seu blog, o deputado federal e presidente estadual do Partido da República (PR), Anthony Garotinho faz a verdade aparecer ao revelar possível armação contra a legenda, declarando que “a polícia política de Cabral [governador do Rio] está a serviço de O Globo”.

As declarações de Garotinho são referentes a matéria publicada pelo jornal O Globo, no último dia 10, denunciando que militantes e dirigentes do PR teriam pagado a “manifestantes profissionais” para se infiltrar nos atos públicos na cidade do Rio e acampar na porta do governador de Sérgio Cabral. No entanto, o exemplar de O Globo já estava em circulação desde a tarde de sábado (9) – um dia antes do registro policial ser feito na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). “Parece inacreditável. O registro de ocorrência para início da investigação que O Globo afirmou ter começado há cinco meses foi feito no dia 10 de novembro de 2013, iniciado às 14h04m e finalizado às 14h20m do mesmo dia, ou seja, o registro aconteceu depois que a matéria foi publicada. A reportagem estava nas bancas na tarde de sábado, dia 9, referia-se a uma investigação que teria sido aberta cinco meses atrás, mas a investigação na verdade foi iniciada no domingo, dia 10, após a reportagem ter sido publicada”, postou Garotinho.

Garotinho na Diário FM 1Na matéria de O Globo, o suposto esquema estaria sendo investigado há cinco meses pela Polícia Civil. Entretanto, o primeiro registro de ocorrência sobre tal denúncia teria sido registrado na tarde do dia 10 de novembro – um dia após a publicação no jornal – como mostra reprodução do registro de ocorrência policial de número 218-01637/2013, feito entre 14h04 às 14h20. O delegado Thales Nogueira Cavalcante teria aberto as investigações sem que ninguém o tivesse provocado, levando em conta apenas as informações contidas na matéria de O Globo.

O suposto crime foi registrado como “Fato atípico – Medida assecuratória de direitos futuros” e o motivo presumido foi apontado como ignorado no documento. “Direito de quem? Do Globo que fez uma matéria falando em registro de ocorrência de uma investigação que nem existia?”, indaga Garotinho. O endereço citado como local da prática do delito, segundo a ocorrência, seria a Rua Itabaiana, 263, no bairro Grajaú, na capital.

Ainda no registro policial, o primeiro ato foi expedir mandados de intimação a Sebastião Machado Rodrigues Junior (Nayt) e Anderson Harry Grutzmacher – ambos ligados ao PR. Este último compareceu à delegacia, no entanto, não os pliciais não quiseram registrar seu depoimento.

De acordo com o blog do Garotinho, Anderson Harry teria afirmado diante de testemunhas que foi contratado por dois deputados – um do PMDB e outro do PT – para se infiltrar no PR e tentar conseguir algo que incriminasse o partido. Como não conseguiu nada, foi abandonado pelos deputados, e então tentou negociar com O Globo as matérias que revelariam o envolvimento do PR nas manifestações.

Devido as pessoas mencionadas por Anderson – seus contratantes – serem braços-direitos de Sérgio Cabral, o delegado desistiu de tomar o depoimento do intimado, determinando que policiais o colocassem na viatura e o levassem em sua casa, na cidade de Queimados, Baixada Fluminense. “Deve ser a primeira vez que alguém vai depor, a polícia desiste de tomar o depoimento e é levado em casa na própria viatura da Polícia Civil”, ironiza Garotinho.

“Que ponto a polícia civil chegou ao inventar matéria para O Globo”

Para o deputado Garotinho, tudo não passa do que intitula uma “armação” para atingir a imagem do partido. O caso acontece, misteriosamente, quando o governador do Rio, Sérgio Cabral vem sendo alvo de constantes manifestações. “O PR está sendo vítima de uma armação que envolve o jornal O Globo, através de dois jornalistas irresponsáveis, um delegado de polícia venal, Ruchester Marreiros, que já responde processo na Corregedoria por forjar provas no caso Amarildo, e um elemento mercenário em busca de dinheiro, Anderson”, declarou o presidente do partido em seu blog, complementando que “o PR já sabe quem são os dois deputados envolvidos. Um deles, petista, já confirmou que é amigo de Anderson, que fez campanha para ele em 2012, e as providências jurídicas serão tomadas contra mais essa tentativa de desestabilizar o nosso partido com vista às eleições de 2014. Agora vejam a que ponto chegou a Polícia Civil do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral. Trabalhar inventando matérias para o jornal O Globo. Isso não vai ficar assim”, concluiu o ex-governador Garotinho.

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Fonte:  O Diário