quinta-feira, 11 de julho e 2013 – Foto: Campos 24 Horas / arquivo
CCZ ainda distribui pasta vampiricida e orientou cerca de 300 assentados na Baixada Campista
A Direção de Vigilância em Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram, na manhã desta quinta-feira (11), vacinação de 80 cães e 20 gatos contra raiva no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), nas proximidades da Usina Cambaíba, na Baixada Campista. Além disso, as equipes distribuíram cerca de 50 pastas vampiricidas e orientaram aproximadamente 300 pessoas assentadas em 50 barracas.
A medida visa proteger a população contra o possível aparecimento de casos humanos de raiva, pois foram encontrados 53 animais herbívoros (37 equinos e 16 bovinos) com mordeduras de morcegos hematófagos na localidade. De acordo com a coordenadora do programa de Controle de Morcegos e da Raiva Rural do CCZ, Carla Chicarino, nenhum caso suspeito de raiva foi identificado, mas como o vírus possui um período de incubação que pode variar entre 15 dias e 6 meses, a doença pode se manifestar posteriormente.
– Daí a importância da vacinação também dos cães e gatos, mesmo sem eles serem os animais agredidos. Não podemos deixar de levar em consideração o instinto de caça destes animais, que podem caçar um morcego em vôo baixo, comer algum morcego caído no chão ou até mesmo serem mordidos – explicou a coordenadora.
As equipes vêm visitando as propriedades da localidade, oferecendo orientações e distribuindo panfletos educativos sobre controle da raiva dos herbívoros, além de distribuição da pasta vampiricida para utilizar nos animais mordidos com as devidas orientações. A pasta deve ser usada em cada mordida, sempre ao fim da tarde por 7 dias seguidos.
– A pasta deve ser passada em cima da mordida. A orientação é que a ferida não seja lavada para não retirar a marcação que o morcego fez, caso contrário, ele não retornará na mesma mordida, abrirá outra e a pasta não fará efeito. Se ocorrer algum caso suspeito de raiva animal, a população não deve manipular de forma alguma, mas deve entrar em contato com o CCZ, pois nossa equipe é treinada e vacinada – esclareceu Carla.