sexta-feira, 17 de maio de 2013 – Foto: Campos 24 Horas e Ascom
Segundo uma deputada, há citação de políticos, médicos e policiais como suspeitos de atos de pedofilia em Campos

Foi realizada uma audiência pública do caso “Meninas de Guarus”,(uma suposta rede prostituição envolvendo crianças e adolescentes), na tarde desta sexta-feira(17/05), na Câmara Municipal de Campos, com a presença do deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. A audiência se deu em razão de um requerimento feito pelo deputado Roberto Henriques, justificando que ainda espera ver indiciados os envolvidos no caso, que foi noticiado amplamente pela imprensa desde 2009, com a citação de vários suspeitos de pedofilia. Além de Henriques e Freixo, também participaram da audiência os deputados Geraldo Pudim (PR) e Janira Rocha (PSol), o vereador Edson Batista, presidente da Câmara, outros vereadores, delegados da polícia civil e conselheiros tutelares.
“Não se trata de um evento político, estamos aqui a fim de buscar a verdade. Queremos ouvir quem possa realmente contribuir”, falou o deputado estadual Marcelo Freixo. Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj. Como próximo passo, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj vai oficiar o Ministério Público, Conselhos, o Procurador-Geral, Marfan Vieira e ouvir o delegado Márcio Caldas. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão, deputado Marcelo Freixo.
Segundo a deputada Janira Rocha, há citação de políticos, médicos e policiais, como suspeitos de atos de pedofilia em Campos. Uma representante do Conselho Tutelar informou durante a audiência que vários depoimentos de vítimas e parentes delas foram enviados ao Ministério Público(MP), a fim de serem investigados.
O deputado Marcelo Freixo disse ainda que pretende pedir a reabertura do caso. Para tanto, vai solicitar todas as informações sobre o caso “As Meninas de Guarus”.
O deputado Roberto Henriques conta que o que o levou a requerer a audiência pública é o fato de o caso ter abalado a comunidade, “com todos os seus ingredientes agravantes, como sequestro, extorsão, assassinato e outros”. Além disso, defende que “a sociedade de Campos aguardou pacientemente, mas nada aconteceu, o que motivou a procurar saber por que a demora para a conclusão do caso.“A presença da Comissão em Campos foi um bálsamo para a nossa sociedade”, ressaltou Henriques.
O deputado estadual Geraldo Pudim afirmou que “se tiver gente da sociedade envolvida é bandido como outro qualquer”. O parlamentar também defendeu que o inquérito sai de Campos e vá para o Rio capital. O inquérito sobre as “meninas de Guarus” foi instaurado em 27 de maio de 2009 devido uma denúncia feita por duas conselheiras tutelares.
O presidente do Poder Legislativo municipal, Edson Batista, defendeu que o caso seja apurado até as últimas consequências, que haja punição exemplar, e alertou sobre a necessidade da instalação de uma delegacia de proteção à criança e do adolescente no município. Ele também defendeu que o estado aparelhe a polícia para que casos como esse sejam mais bem apurados e lembrou que durante toda esta semana vem sendo realizados pela Prefeitura de Campos eventos visando o combate ao abuso e exploração sexual e o que a Câmara fez na última quinta-feira (16).