População deixa heliporto de braços dados

quinta-feira, 07 de março de 2013 (Fotos: Campos 24 Horas)

Representantes de diversos órgãos e entidades, entre eles OAB, Câmara, Coagro e a prefeita Rosinha de braços dados no final do ato pró-royalties

GEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERASolidária à mobilização da população e da sociedade civil organizada, a prefeita Rosinha Garotinho, que também preside a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) deixou, por volta das 16h, o Heliporto do Farol de São Tomé, que teve a pista ocupada na manhã desta quinta-feira (07) em repúdio à aprovação pelo congresso nacional da lei que redistribui os royalties de petróleo. De braço dados,  populares, vereadores e representantes da sociedade civil saíram cantando o Hino da Independência que, em um trecho da letra diz “Ou ficar a pátria livre/Ou morrer pelo Brasil”. A prefeita seguiu para a sede da prefeitura. Neste momento, prefeitos da região chegam ao pátio do Centro Administrativo José alves de Azevedo para pronunciamento no trio-elétrico. Em seguida, haverá uma reunião extraordinária da Ompetro.

Desde o início da manhã desta quinta-feira (07) a prefeita estava acompanhando a manifestação, no Heliporto do Farol. Do terminal, decolam e aterrissam, diariamente, 37 voos trazendo e levando trabalhadores às plataformas localizadas na Bacia de Campos. A manifestação também contou com a participação de vereadores de Campos e políticos de outras cidades, como a vereadora de Quissamã, Kitiely Freitas. Segundo ela, sem os royalties, o município perderá em torno de 80% de sua receita, o que pode afetar o pagamento dos servidores da prefeitura.

– Vamos perder cerca de 89% da nossa arrecadação. Os programas sociais param e a saúde também terá sérios problemas. Até o pagamento do funcionalismo fica difícil -, disse a vereadora de Quissamã.