Cenário da crise em Campos: Presidente da Firjan fala ao Campos 24 Horas

Fernando Aguiar aponta caminhos e diz que uma Educação de boa qualidade e bom atendimento à saúde são vitais




15/02/2020 11:11:20.

O entrevistado de hoje na série de entrevistas iniciadas no Campos 24 Horas sobre “A era de receitas expressivas dos royalties do petróleo que chegou ao fim" é o presidente da Firjan Norte Fluminense, Fernando Aguiar. Ele explica que, embora a instalação de uma empresa neste ou naquele município dependa de uma série de fatores, o incentivo fiscal certamente ajuda, mas não é definitivo. E que até uma educação de boa qualidade e bom atendimento à saúde são boas estratégias de atração.


Mas, prova de que “A era de receitas expressivas dos royalties do petróleo chegou ao fim" é a situação financeira crítica de Campos e outros municípios produtores de petróleo da região. Nos últimos anos o município não conseguiu atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda e vive problemas sérios em áreas como saúde, transporte, economia, entre servidores públicos e outros.


É em cima destes fatores que se dá a série de entrevistas com perguntas padrão aos pré-candidatos e representantes de diferentes segmentos da sociedade de Campos e região. Os demais pré-candidatos a prefeito, assim como representantes dos segmentos do setor produtivo terão espaço idêntico ao longo dos próximos dias para colocar suas ideias e projetos.


ENTREVISTA


CAMPOS 24 HORAS - Quais propostas defende para a diversificação da economia do município, a fim de que adquira um maior grau de autonomia e independência em relação aos royalties do petróleo?


FERNANDO AGUIAR - A Firjan já apresentou alguns estudos e há muito vem discutindo a diversificação da economia do Rio e principalmente da região, defendendo a melhoria do ambiente de negócios e apoio às reformas que o país tanto precisa. Em nossa região temos vocações natas com atividades centenárias como o setor sucroalcooleiro e a produção primária. São setores com ampla tradição e podem voltar a representar uma grande parte da economia regional. Claro, dependem de mercado, financiamento, tecnologia e demais fatores de produção, mas tem elevado potencial de geração de emprego e renda. Junto com estes setores tradicionais da atividade primária, a indústria de transformação local precisa fazer parte de um projeto de retomada e oxigenação, com disponibilidade de novas áreas industriais e uma significativa melhoria do ambiente burocrático e regulatório municipal. De uma maneira simplista, é preciso ter um novo olhar para as atividades que prosperam no município e não são diretamente ligadas ao petróleo. Isto não exclui evidentemente a atenção aos novos negócios e a própria atividade de Óleo & Gás, que ainda segue importantíssima para a região. Felizmente temos boas possibilidades de diversificação como a geração de energia e as oportunidades geradas pela proximidade com o Porto do Açu.


C24H - Como atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda?


FERNANDO - Temos dito ao longo destes últimos anos que a concessão de incentivos fiscais é um ótimo instrumento para promover o desenvolvimento socioeconômico, a partir do estímulo à atividade empresarial. Com a guerra fiscal vigente, outros estados e municípios tem a sua política de atração e retenção, portanto, precisamos construir a nossa estratégia. Embora a instalação de uma empresa neste ou naquele município dependa de uma série de fatores, o incentivo fiscal certamente ajuda, mas não é definitivo. É preciso boas condições de infraestrutura e um ambiente de negócios favorável e pouco burocrático. Neste sentido, até uma educação de boa qualidade e bom atendimento à saúde são boas estratégias de atração. Não é por outro motivo que o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) leva em conta estes fatores para classificar os municípios segundo os quesitos considerados importantes para a boa condição e desenvolvimento dos negócios. Ninguém quer investir onde não há segurança, saúde ou educação.


C24H - Quais os principais programas que devem ser implementados? Como apoiar o homem do campo com programas que ofereçam suporte técnico, qualificação e, também, linhas de crédito especiais?


FERNANDO - Neste campo, tomo emprestada as palavras de um consultor em recente diagnóstico da região, feito a pedido da Firjan. Ele apontou diversas causas para o atual estado da agricultura no Rio e, principalmente, em Campos e apontou alguns caminhos e soluções. Segundo escreveu Fabio di Giorgi em seu relatório “a grande questão é que a decisão de produção depende exclusivamente do produtor. Se este não tem tecnologia, capital, assistência técnica, visão clara de escoamento da produção e ideias de receitas, como poderá se inserir positivamente no processo produtivo? Quem está fora de cadeias de produção, não existe. É marginal”. O papel das prefeituras não é financiar o agricultor nem ofertar tecnologia, mas fazer bem o que é sua atribuição: conservar estradas e pontes, incentivar o consumo dos produtos na merenda, prover acesso à saúde e educação também nos distritos e áreas rurais, etc.


C24H - Como incentivar e capacitar micro e pequenas empresas e as cooperativas?


FERNANDO - O Sebrae tem bons programas de capacitação e sempre será uma boa fonte de formação de empreendedores. Também temos a Tec-Campos e movimentos da sociedade como a Onda Empreendedora com caminhos interessantes. Tenho visto na região um movimento empreendedor bastante vivo, sobretudo, na área de desenvolvimento de softwares e aplicativos. Este pode ser mais um caminho para explorarmos a capacidade dos jovens desenvolvedores e empreendedores da cidade. Temos vencedores de Hackathons e concursos nesta área e a cada dia se tem notícia de vencedores de editais de financiamento. Há uma cultura nova nascente na região que deve ser entendida e incentivada.


C24H - Como fortalecer o comércio em Campos?


FERNANDO  - Esta é uma boa pergunta que deixo mais para os meus colegas das entidades do comercio da cidade. Não há solução mágica num mundo de transformações sobretudo no varejo. CDL, ACIC e Carjopa são entidades que certamente podem contribuir com propostas concretas para a melhoria do ambiente de negócios neste importante setor da economia. As pressões externas do e-commerce e as novas tecnologias estão mudando a maneira de consumir, mas há boas iniciativas que podem ser totalmente compatíveis com o comercio tradicional. No campo público, o papel do município é relevante, mas nada que se faça de incentivo e apoio ao setor se sobrepõe à falta de objetividade fiscal ou excesso de burocracia. Não adianta dar com uma mão e tirar com a outra.


C24H - Como incentivar segmentos de Tecnologia da Informação e de Cultura Digital, estimulando a criação de produtos inovadores?


FERNANDO - Não sabemos direito como será o emprego do futuro, mas especialistas concordam que a educação será determinante para esta transição. O incentivo a estes segmentos tecnológicos começa com a formação de pessoas. Cada vez mais temos de incluir ferramentas de aprendizado que possibilitem a interação, o compartilhamento e uso intensivo de tecnologia. A Firjan Senai tem investido nesta cultura de inovação e trabalho em conjunto com a inclusão dos Fab Labs nas unidades de formação profissional. Esta cultura “maker” que mistura tecnologia e criatividade para soluções de problemas é uma ferramenta de ensino fantástica e que precisa ser mais difundida. Concurso e editais de inovação também são bons estímulos, mas sem uma boa educação na base, ficaremos contidos no salto tecnológico que precisamos dar.


C24H – Considerações finais.


FERNANDO - A economia do petróleo já deixou algumas marcas em nossa região. Algumas são positivas, mas infelizmente desperdiçamos muitos recursos dos royalties ao longo dos últimos anos. Aceitamos trocar royalties por salários, simplesmente porque deixamos de produzir e gerar riquezas em outras áreas. E agora que os ciclos diminuem e as incertezas aumentam, é mais do que necessário voltarmos as atenções para projetos estruturantes e vocações regionais, aumentando a produção de riquezas e gerando renda para a sociedade.




Eleição em Campos: Partidos têm que ter 30% de mulheres e comprovar atuação em campanha

Lei Eleitoral e Lei dos Partidos estão mais rígidas




14/02/2020 16:04:23.

Os escândalos políticos de denúncias de uso de mulheres como laranja para cumprir a cota de candidaturas femininas nas esferas municipal, estadual e federal fizeram com que propostas para melhorar a representatividade incluíssem desde mudança no sistema eleitoral e partidário, até atuação mais rígida da Justiça Eleitoral. A partir daí acabou a história de mulher ocupar vaga somente para compor nominata dos partidos

A Lei Eleitoral obriga os partidos a destinar 30% das candidaturas para cada gênero, a fim de estimular candidaturas femininas. A Lei dos Partidos, por sua vez, estabelece que 5% do Fundo Partidário precisa ser gasto com a “criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres”.


O advogado Luiz Henrique Freitas de Azevedo, especialista em Direito Eleitoral, explica que a cota já existia na legislação anterior, mas era apenas uma reserva. Mas isso tudo mudou. “Se não ficar comprovado que elas fizeram campanha e não teve o aporte necessário, todos os eleitos daquele partido correm o risco de perder suas cadeiras. O negócio é rigoroso mesmo”, acrescenta o especialista,


ELAS NA HISTÓRIA – Hoje são quatro mulheres na Câmara de Campos, em um total de 25 cadeiras. Algumas que passaram pela Casa Legislativa ficaram na história, como a professora e fundadora da Ong SOS, Hermeny Coutinho, na década de 70, a primeira mulher negra a ocupar cadeira no Legislativo, com destaque na chamada Comissão Municipal Pró-royalties. Também a professora e escritora, Antônia Leitão, que liderou um grupo de viúvas de ex-funcionários públicos municipais, a fim de requerer, junto à Câmara, uma lei que garantisse direito de pensão para as viúvas e filhos menores de idade. Teve ainda a professora e dirigente do Sindicato dos Professores (Sepe), Ivete Guerra Marins, que entrou como suplente do vereador Paulo César Martins, tendo como bandeira a Educação. Outra que fez história, Maria da Penha Oliveira, a “Dona Penha”, na Casa por quatro mandatos, sempre atuando nas questões sociais e filantrópicas da população.


A vereadora, presidente da Comissão de Mulheres da Câmara e integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Josiani Morumbi, destaca a importância da mulher na luta partidária. “O papel da mulher na Câmara Municipal de Campos, além de exercer sua função de maneira geral, como representante do povo, fiscal dos atos do prefeito, legislar dentro de sua competência e analisar e aprovar as leis, tem ainda a incumbência de reverter essa situação secular de desigualdade, com objetivo de valer nossos direitos em busca pela participação efetiva da mulher na política brasileira, não apenas político, mas também social e econômico”, finaliza a vereadora.






Igor Pereira e Hugo Leal na luta por heliporto

Reunião aconteceu nesta sexta-feira (14)




14/02/2020 14:02:51.

A Petrobrás aguarda a Prefeitura de Campos para renovar a permanência das operações no heliporto do Farol de São Thomé por mais 20 anos, conforme previsão dos termos iniciais assinados nos anos 90. Foi o que garantiu o diretor executivo de Relações Institucionais da Petrobrás, nesta sexta-feira (14), durante audiência na sede da empresa com o vereador Igor Pereira (PSB) e os deputados federais Hugo Leal (PSB) e Vladimir Garotinho (PRP). O encontro aconteceu pela manhã, por solicitação do deputado Hugo Leal, contando também com a presença do comerciante, representante da Rede Hoteleira da praia campista, Carlinhos do Farol.


Segundo o vereador Igor Pereira, a Petrobrás foi extremamente solícita em atender ao pedido de audiência e em explicar sua posição em relação ao heliporto. A empresa quer a renovação da permissão, o que é permitido por legislação municipal, mas não admite participar de licitação conforme exige a prefeitura, tendo em vista que considera as condições nada favoráveis à empresa.


Consta, inclusive, que a empresa está preparada para compensar, mais uma  vez, o município pela renovação, porque deveria uma espécie de autorga. A empresa também pretende que o termo seja renovado por igual período, isto é, 20 anos e não apenas 10, como inicialmente chegou a propor. O heliporto do Farol é uma das principais bases de embarque e desembarque de trabalhadores que operam nos campos de petróleo da Bacia de Campos.  As operações foram iniciadas em fins dos anos 90, depois que a prefeitura disponibilizou área para a construção do heliporto, o que foi feito por obra exclusiva da própria empresa de petróleo.


Igor Pereira comentou que não há nada que justifique qualquer resistência da prefeitura para renovação da permissão. No momento difícil por que passa o município, perder essas operações é algo inadmissível sob todos os aspectos. Isso sem falar no fato de que as operações do heliporto sustentam inúmeros negócios na praia do Farol de São Thomé, independente das facilidades que são proporcionadas aos trabalhadores que embarcam e desembarcam e às outras oportunidades de trabalho que oferece, principalmente em termos de transporte terrestre.


- Esperamos que esse assunto seja priorizado e logo resolvido pelo prefeito. Qualquer demora na solução dessa negociação pode representar insegurança que leve a empresa a tomar posição menos favorável para Campos. Não podemos nos esquecer que, nesse negócio, há concorrentes fortes com capacidade para vencer em caso de morosidade da administração pública municipal. Estamos confiantes de que o assunto vai realmente ser pauta prioritária do prefeito Rafael Diniz, notadamente a partir desse encontro – finaliza Igor Pereira.


 




Movimento Direita Campos já tem mais de 10 mil adeptos

Presidente Wander Silveira Júnior fala ao Campos 24 Horas sobre o Aliança pelo Brasil, de Bolsonaro




14/02/2020 14:02:39.

O Direita Campos, movimento que tomou as ruas da cidade em diferentes momentos políticos, especialmente em apoio ao presidente Jair Bolsonaro na época da eleição presidencial e hoje, segundo os organizadores, conta com mais de 10 mil adeptos (a maioria via redes sociais), está na luta pela implantação do futuro partido político Aliança pelo Brasil, idealizado pelo presidente, antigo membro do PSL. Mas, para ganhar o registro na Justiça Eleitoral a tempo de participar das eleições municipais de outubro, precisa reunir exatos 492.015 assinaturas (apoios), o que ainda não foi alcançado, deixando uma dúvida no ar: Vai participar das eleições ou não?


De acordo com o presidente do Direita Campos, o professor Wander Silveira Júnior, o movimento continua como tal, mas em 2018 foi registrado como uma associação. Em entrevista ao Campos 24 Horas, Wander diz que o Direita Campos existe há seis anos, antes mesmo de Bolsonaro ser presidente. “A gente seguia a filosofia de direta e também ele, como deputado federal, que já botava a cara na reta. Também fomos adeptos do Enéias”, conta o presidente do movimento.


ELEIÇÃO MUNICIPAL


Embora o médico endocrinologista Luiz Elpídio Manhães tenha tido seu nome lançado mês passado em reunião do Partido Patriota, no Rio de Janeiro - o partido apoia Bolsonaro em nível nacional - como pré-candidato a prefeito de Campos, Wander Júnior afirma que o Direita Campos desconhece a situação e diz que, “provavelmente será lançado um nome à prefeitura, mas ainda não sabemos quem. A Direita ainda não conversou com nenhum candidato, futuramente vamos conversar, mas com critérios e responsabilidade”.


BOLSONARO X BOLSONARO


Em janeiro de 2018 Jair Bolsonaro desistiu da filiação ao Patriota e optou por se filiar-se ao Partido Social Liberal (PSL), mas, mesmo assim, os filiados ao Patriota continuaram o seguindo e tendo-o como líder político. Bolsonaro saiu do PSL e resolveu criar o Aliança pelo Brasil, partido que o movimento Direita Campos luta por sua implantação. Wander Júnior não acredita em conflito Patriota X Aliança pelo Brasil. “Os que conflitam são os partidos de esquerda e de centro. Acho que eles vão conversar. O Aliança é um cristal polido, pode somar”, afirma Wander Júnior.


CASO DEPUTADA MAJOR FABIANA


Assunto polêmico na cidade foi a vinda da deputada major Fabiana a Campos, mês passado, quando esteve no Hospital Geral de Guarus (HGG), para onde destinou verba de emenda parlamentar. De manhã, ao chegar à unidade a deputada gravou vídeo afirmando que estava decepcionada com o que teria visto no hospital, como filas de espera, demora de atendimento, entre outras, além de não ter conseguido a lista de presença dos médicos e que, por isso, iria registrar queixa na delegacia e se necessário iria ao Ministério Público. Em seguida a deputada foi recebida pela direção do hospital e pelo secretário de saúde do município, onde conversaram de forma amena. Em seguida o vídeo que ela gravou foi apagado de suas redes sociais. Na parte tarde, em entrevista ao Campos 24 horas, afirmou que não foi preciso nada do que teria anunciado e que tudo tinha sido esclarecido.




Deputados falam em impeachment de Witzel por supostos grampos ilegais

Tristão, homem forte de Witzel, será convocado a prestar depoimento à Alerj sobre os grampos




13/02/2020 16:04:07.

A suspeita de que o governo de Wilson Witzel (PSC) tenha grampeado deputados estaduais aumentou a temperatura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e fez com que alguns integrantes do parlamento começassem a falar na possibilidade de impeachment nesta terça-feira.


Líder da bancada bolsonarista na assembleia do Rio, o deputado Dr. Serginho (PSL) foi um dos que começaram a tentar emplacar o discurso da destituição durante a sessão plenária da Alerj. Ele usou, como argumento, a dúvida de que Witzel estaria intervindo ilegalmente no parlamento.


“Se há dúvida de investigação ilegal sobre o os parlamentares, formulada pelo próprio Chefe do Poder Legislativo, e há ainda a declaração do Presidente da República de que o governador interferiu em investigação policial para fins políticos, não nos falta nenhuma prova minimamente indiciária para abrirmos o processo de impeachment”, afirmou ao Radar.


O pano de fundo para as discussões sobre o grampo dos deputados é uma suposta queda de braço entre o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Lucas Tristão – acusado nos bastidores de ser o responsável pelas escutas e por dossiês intimidadores.


Durante a sessão desta terça, determinou-se que Tristão, homem forte de Witzel, será convocado a prestar depoimento à Alerj sobre os grampos.


Na última sexta-feira, conforme Veja mostrou, o Diário Oficial do estado publicou um pedido de informação dos deputados ao governador sobre a suposta rede de espionagem.


No documento, Ceciliano pede para apurar “a existência, a manutenção e a captação, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao Poder Executivo, de escutas telefônicas, captações ambientais, interceptações físicas (seguir pessoas e captar suas imagens, encontros e afazeres), ações controladas com infiltrações de agentes, a captação de mensagens de SMS ou qualquer outro aplicativo de mensagens e e-mails contra autoridades públicas”.


Fonte: Veja




Bolsonaro diz que incluir governadores no Conselho da Amazônia 'não resolve nada'

Ao transferir conselho do Ministério do Meio Ambiente para Vice-Presidência, Bolsonaro excluiu governadores




13/02/2020 15:03:55.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (13) que incluir governadores no Conselho Nacional da Amazônia "não resolveria nada". Ele ressaltou, no entanto, que não vai tomar decisões sobre a região sem consultá-los.


Bolsonaro foi questionado, durante entrevista na saída do Palácio da Alvorada, se foi dele a decisão de excluir os governadores do conselho, agora chefiado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.


Ao assinar o decreto que transferiu o colegiado do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-presidência, Bolsonaro deixou de fora os governadores da Amazônia Legal. A composição anterior do conselho, estipulada em um decreto de 1995, incluía os governadores. Integram a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.


Segundo Bolsonaro, ter governadores e secretários municipais no colegiado tornaria o grupo muito grande e prejudicaria a eficiência dos trabalhos, além de gerar despesas.


“Se você quiser que eu bote, está aqui o Atila Lins [deputado federal PP-AM] para responder. Se você quiser que eu bote governadores, secretários de grandes cidades, vai ter 200 caras. Sabe o que vai resolver? Nada. Nada”, disse Bolsonaro, que acrescentou:


“Tem bastantes ministros. Nós não vamos tomar decisões sobre estados da Amazônia sem conversar com governador, com a bancada do estado. Se botar muita gente ,é passagem aérea, hospedagem, uma despesa enorme, não resolve nada”, completou o presidente.


Bolsonaro destacou que Mourão tem amplo conhecimento da região, por ter trabalhado na Amazônia durante sua carreira militar – o vice-presidente é general da reserva do Exército.


O presidente também afirmou na entrevista que a organização não-governamental Greenpeace, que desenvolve ações de proteção ambiental, é uma "porcaria" e um "lixo".


Ele foi questionado sobre posição da entidade, que destacou que o Conselho da Amazônia não tem meta nem orçamento.


"Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo! Isso é um lixo!", afirmou Bolsonaro.


O Greenpeace é uma das organizações mais famosas de preservação do meio ambiente. Fundada em 1971, a entidade afirma que faz ações não violentas para pressionar empresas e governos a adotar soluções em prol do meio ambiente. Algumas dessas ações são envoltas em polêmicas, como no caso do navio Artic Sunrise – em 2013, o capitão da embarcação e outros 30 tripulantes, entre eles uma brasileira, chegaram a ser presos depois de uma ação contra uma plataforma de petróleo da Gazprom no Ártico. Eles foram acusados de pirataria e de vandalismo.


Em 2019, ao realizar um ato contra as manchas de óleo no litoral do Nordeste, a entidade deixou 6 toneladas de lixo no local da manifestação. Segundo a diretora de campanhas do Greenpeace Brasil, Tica Minami, o lixo deixado no local fazia parte do protesto. Três manifestantes foram detidos por descarte irregular de lixo, mas foram liberados no mesmo dia.


Atualmente, o Greenpeace desenvolve campanhas pela preservação da Amazônia, emergência climática, proteção de oceanos, contra agrotóxicos na alimentação, em prol do Ártico e dos ursos polares, das abelhas, dos corais da Amazônia e de um mundo verde e pacífico.


Após a declaração, o Greenpeace divulgou uma nota para responder o presidente. No texto, a ONG disse lamentar que Bolsonaro "tenha uma postura tão incondizente com o cargo que ocupa".


"A organização existe há quase meio século e está presente em 55 países. No Brasil, atua há 28 anos defendendo o meio ambiente e colaborando, inclusive, com autoridades na denúncia de crimes ambientais. Ao longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens. Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio", escreveu o Greenpeace.


Críticas


O governador do Amapá e presidente do Consórcio de Estados da Amazônia Legal, Waldez Góes, lamentou e classificou como “retrocesso” a exclusão dos governadores eleitos do Conselho da Amazônia.


Waldez disse esperar “bom senso” do Planalto para revisar a composição do colegiado.


"Precisamos andar juntos para enfrentar os desafios amazônicos e garantir mais dignidade e inclusão para nossa população. Estamos à disposição para contribuir com o debate e construção de políticas e estratégias nacionais em conjunto com o novo Conselho”, declarou Goés.


O governador do Maranhão, Flávio Dino, também criticou a saída dos governadores do grupo. Na sua opinião, a decisão não foi boa a "democracia do país"


“É um método geral do governo Bolsonaro, infelizmente. Uma visão extremista, belicista, de afastamento de setores sociais, políticos e econômicos e isso não é bom para a democracia brasileira”, disse Dino.


Cotação do dólar


Bolsonaro também comentou a cotação do dólar, que vem atingindo nos últimos dias os maiores valores nominais (sem considerar a inflação) da história do real. Nesta quarta-feira (12), a moeda fechou a R$ 4,35.


Bolsonaro disse considerar o valor "um pouquinho alto". "Eu, como cidadão, está um pouquinho alto, está um pouquinho alto o dólar", disse.


O presidente não quis comentar a declaração do ministro da Economia Paulo Guedes, que afirmou que o dólar mais baixo permitia empregadas domésticas irem à Disney, nos Estados Unidos.


Fonte: G1




PSD sagra Hugo Leal como pré-candidato à Prefeitura do Rio

A escolha encerra uma grande briga interna pela nomeação




13/02/2020 14:02:22.

Em um aperto de mão coletivo, os presidentes nacional e estadual do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab e o senador Arolde de Oliveira, anunciaram que a vaga do partido na corrida pela Prefeitura do Rio vai ficar com o deputado federal Hugo Leal.


A escolha encerra uma grande briga interna pela nomeação.


A candidatura vinha sendo disputada pelo vereador Paulo Messina — ex-chefe da Casa Civil do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) convertido em forte opositor — e por Jorge Felippe Neto, defensor de uma aliança com o alcaide.


O deputado estadual Carlos Augusto também estava no páreo.


Fonte: Extra




Bolsonaro convida general Braga Netto para assumir a Casa Civil no lugar de Onyx

A tendência é que Onyx seja realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente com Osmar Terra




12/02/2020 17:05:33.

O presidente Jair Bolsonaro convidou o general Walter Souza Braga Netto para assumir o o comando da Casa Civil da Presidência, em substituição ao Onyx Lorenzoni (DEM-RS). A tendência é que Onyx seja realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente com Osmar Terra (MDB-RS). Braga Netto comandou a intervenção federal no Rio em 2018.


O convite a Braga Netto foi divulgado pela "Folha de S.Paulo" e confirmado pelo OGLOBO. O nome de Braga Netto chegou às mãos do presidente indicado pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Na semana passada, o GLOBO antecipou que Bolsonaro buscava um militar para comandar a Casa Civil e que queria uma pessoa sem pretensões política.


Aos 62 anos, Braga Netto, que é militar da ativa, é chefe do Estado-Maior do Exército.


Para sustentar a indicação de Braga Netto, o Planalto traçou seis tópicos de “argumentos” favoráveis ao militar. No topo da lista está a “capacidade administrativa”. Ele já foi oficial superior e assessor da Subsecretaria de Programas e Projetos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência.


Braga Netto também foi adido de Defesa na Polônia e, como oficial-general, foi adido Militar do Exército junto à Embaixada dos Estados Unidos (experiência para assessorar/lidar com assuntos de natureza e sensibilidade estratégica no âmbito internacional).


O Planalto destacou também a “experiência e desenvoltura” do militar como coordenador geral da Assessoria Especial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Aliados dele no Palácio enalteceram a desenvoltura para “coordenar tarefas administrativas de alto nível em um ambiente interagências, com foco em resultados, com grande teor de visibilidade nacional e internacional”.


Ao fazer o convite, o governo também considerou a experiência dele em 2018, quando assumiu o desafio de ser interventor federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. A avaliação é que Braga Netto sabe lidar com “assuntos em um ambiente de grave crise”, sem abrir mão da “discrição”, o que o governo considerou “traço intrínseco de sua personalidade e formação militar”.


O atual chefe do Estado-Maior do Exército só apareceu duas vezes na agenda oficial do presidente: a mais recente, a sós com Bolsonaro, no último dia 23 de dezembro, no Palácio da Alvorada, e a outra acompanhado de Ramos, em 25 de novembro, no gabinete presidencial.


Na terça, ele esteve no Planalto para participar da cerimônia de assinatura do decreto que fez mudanças no Conselho Nacional da Amazônia Legal, comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Com assento no palco, na segunda fileira, coincidentemente sentou-se logo atrás de Onyx Lorenzoni.


Fonte: Extra




Rodrigo Bacellar fala em agência de investimento para Campos se desenvolver

Pré-candidato a prefeito, Rodrigo Bacellar diz que população quer mudança




12/02/2020 10:10:37.

Mais um pré-candidato à prefeitura de Campos hoje na série de entrevistas iniciadas no Campos 24 Horas neste domingo (05) sobre “A era de receitas expressivas dos royalties do petróleo que chegou ao fim". Rodrigo Bacellar fala da falta de incentivo ao comércio, agravado atraso no pagamento do funcionalismo público, além de cargos comissionados e RPAs, que acarretam mais prejuízo ainda ao comercio, já que mais pessoas deixam de comprar.


Prova de que “A era de receitas expressivas dos royalties do petróleo que chegou ao fim" é a situação financeira crítica de Campos e outros municípios produtores de petróleo da região. Nos últimos anos o município não conseguiu atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda e vive problemas sérios em áreas como saúde, transporte, economia, entre servidores públicos e outros.


É em cima destes fatores que se dá a série de entrevistas com perguntas padrão aos pré-candidatos e representantes de diferentes segmentos da sociedade de Campos e região. Os demais pré-candidatos a prefeito, assim como representantes dos segmentos do setor produtivo terão espaço idêntico ao longo dos próximos dias para colocar suas ideias e projetos.


ENTREVISTA


CAMPOS 24 HORAS - Quais projetos defende para a diversificação da economia do município, a fim de que adquira um maior grau de autonomia e independência em relação aos royalties do petróleo?


BACELLAR - Na história da economia de nossa cidade sempre foram marcantes os potenciais da indústria na época promissora da cana-de-açúcar, da agricultura e da pecuária, que tinham papéis de destaque como geradores de empregos, receitas e renda que, de fato, circulavam na cidade. Ocorreu que, com a bonança da era do petróleo, nossa cidade simplesmente se acomodou e perdeu o foco das suas vocações produtivas para viver à custa dos royalties que, notoriamente, foram mal geridos e não acarretaram na necessária infraestrutura da cidade, tampouco na geração da sua sustentabilidade econômica, ao contrário, gerou a estagnação e o desequilíbrio da economia local, considerando que é de fácil percepção que não há dinheiro circulando no Município, segundo relatos que recebo diariamente da população e em especial dos empresários locais. Temos um desafio importante já no mês de abril, quando será julgada pelo Supremo a divisão dos recursos royalties, o que poderá estabelecer o caos não somente na nossa cidade como em todo estado do Rio, diante disto serve ainda mais de alerta para a urgente necessidade de criarmos meios de alcançar uma sustentabilidade econômica.


C24H - Como atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda?


BACELLAR - Quando falamos de atratividade de investimento, não podemos analisar de forma isolada, temos que retomar a solidez e capacidade de compra da população, porque sem isso, não há mágica a ser feita tendo em vista que temos que tornar a cidade ainda mais convidativa a novos negócios. A atratividade de empresas pode se dar por diversos modos quer seja por uma criação de agência de investimentos em prol empreendedor local, capacitar os empresários locais e trabalhar conjuntamente para possibilitar o acesso aos fundos de investimentos existentes por determinação de leis no âmbito federal e estadual.


C24H - Quais os principais programas que devem ser implementados? Como apoiar o homem do campo, com programas que ofereçam suporte técnico, qualificação e também linhas de crédito especiais?


BACELLAR - Em relação a esses setores temos que ter o compromisso de dar a atenção que merecem, pois sempre foram importantes geradores de emprego e renda no Município. É preciso investir em tecnologia e assim garantir mais resultados. É necessário também construir caminhos para uma agricultura mais sustentável e buscar alternativas para tornar os setores atrativos, com oferta de mão de obra, tornando setor competitivo dando atenção a escoamento da produção. Temos que oferecer aos agricultores campistas oportunidades de negócio e informações que lhes permitam modernizar seu sistema de produção, melhorando a qualidade, agregando valor ao produto e aumentando a produtividade e a renda. Com a dificuldade de receita, temos que ter disposição para promover a implementação e desenvolvimento de um programa específico sustentado sobre três pilares: Econômico, Social e Ambiental, sendo indispensável à realização de parceria com os produtores rurais e governos estadual e federal – sendo este último de grande importância para a realização de grandes investimentos. Além disto, quanto ao setor pesqueiro, é importante tirarmos do papel os compromissos firmados, por exemplo, no Projeto Orla, em especial quanto à organização do terminal pesqueiro em Farol de São Thomé que visará dar dignidade aos pescadores, gerará renda e empregos, dando melhores condições de trabalho, de competitividade e principalmente valorizando o produto local.


C24H - Como incentivar e capacitar micro e pequenas empresas e as cooperativas?


BACELLAR - Uma situação importante que temos que destacar quando falamos de incentivo, capacitação, geração de renda, emprego é a falsa ilusão que tudo isso se dará a partir de uma revolução legislativa no Município. Temos algumas legislações que tratam a matéria, como por exemplo, a Lei Municipal nº 8.768/2017 que aborda a questão do tratamento diferenciado às microempresas, empresas de pequeno porte e ao empreendedor individual por exemplo. Temos que efetivá-la na prática e criar espaços para a participação dessas pessoas com foco na gestão qualificada e planejada que certamente gerará melhores resultados. A criação de espaços e oportunidades de realização de feiras de negócios é uma oportunidade para atingir novos mercados e atrair compradores para a região. Esses precisam ser vistos e nesse sentido o estabelecimento de parcerias com empresas privadas interessadas em investir e realizar transações impactará no aumento da produtividade e de renda.


C24H - Como fortalecer o comércio em Campos?


BACELLAR - Uma importante medida que pode e deve ser feita para fortalecer o comércio local passa pelo dever de casa bem feito. Inegavelmente, a Prefeitura como um dos maiores empregadores não pode impactar tão negativamente no comércio diante dos reiterados atrasos de salários como vem ocorrendo com os RPAS, cargos comissionados e como ocorreu com o atraso e parcelamento de salários de servidores efetivos. Cabe destacar que estamos falando de uma circulação mensal de mais de 80 milhões no comércio da cidade. Então é de total importância que se mantenha uma máquina administrativa enxuta que permita o cumprimento em dia das obrigações, porque é lamentável ver a dificuldade que os nossos comerciantes têm passado, o que é de fácil constatação pela quantidade de pontos comerciais fechados em toda cidade.  Além disto, é importante tornar a cidade atrativa para investimentos e geração de empregos e isso invariavelmente, passa pela modernização administrativa, pelo estabelecimento de um pacto local pelo desenvolvimento e um plano tecnicamente consistente com indicadores para avaliação.


C24H - Como incentivar segmentos de Tecnologia da Informação e de Cultura Digital, estimulando a criação de produtos inovadores?


BACELLAR - Os investimentos em inovação e tecnologia devem ser compromissos na pauta da prefeitura. Inegavelmente esses segmentos representam a renovação do setor produtivo. Podemos ter como mecanismo de tornar o setor atrativo e sustentável a criação de um Fundo Municipal de Inovação e Tecnologia (FIT), para a desburocratização para a entrada de startups no mercado, auxílio no processo de formação das empresas, criação de incentivo a investimentos e apoio na captação de recursos que devem ser destinados, para ajudar a desenvolver startups que proponham melhorias para questões urbanas, por exemplo. Diante da escassez de recursos, o fundo poderá ser apoiado por meio de investimento direto ou através da participação em fundos de investimento em startups, além disto, a contrapartida poderia ser, por exemplo, a utilização do produto ou serviço desenvolvido pela startup sem custo ao município ou com o estabelecimento de tratamento diferenciado visando prestigiar o setor por parte do poder público na aquisição de determinados produtos e contratação de serviços.  Os recursos do fundo poderão ser utilizados, ainda, para desenvolver programas de aceleração de startups e promover ou apoiar eventos para identificar desafios e desenvolver soluções tecnológicas para problemas urbanos. 


C24H – Considerações finais.


BACELLAR - O momento delicado que o Município passa requer responsabilidade e competência para tomar as decisões e recolocar o nosso Município no caminho do progresso. Temos diversos, para não dizer todos os serviços públicos atendendo a população precariamente, uma saúde pública sucateada, transporte deficiente, uma educação que precisa de atenção, servidores públicos desestimulados e desvalorizados, famílias sem emprego, comércio e setores produtivos decadentes. Mas, mesmo diante de tantas coisas negativas, tenho que destacar o fator mais importante que temos: a nossa população. Que quer mudança, está revoltada pelos descasos e disposta a reconstruir a nossa cidade e é com ela que conto.


 




MP ajuíza ação contra prefeito de Niterói: propina de empresas de ônibus

Prefeitura deveria pagar valores aos consórcios pelas gratuidades, mas somente efetuava os pagamentos mediante um retorno de 20% destes valores, a título de propina




11/02/2020 16:04:50.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), ajuizou nesta terça-feira (11/02) ação civil pública (ACP) contra o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o ex-secretário municipal de Obras, Domicio Mascarenhas, dois empresários, dois consórcios e nove empresas de transporte por atos de improbidade administrativa, com requerimento de indisponibilidade de bens dos envolvidos. De acordo com a ACP, o grupo liderado pelo prefeito recebeu vantagens financeiras indevidas pagas pelos consórcios de empresas de ônibus da cidade, em situação similar ao esquema irregular de pagamento de propinas capitaneado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), durante o governo Sérgio Cabral.


O inquérito civil que instruiu a ação foi instaurado em dezembro de 2018 para apurar possíveis atos de improbidade administrativa por parte de autoridades municipais de Niterói, em razão da prática de um esquema de corrupção que arrecadava propina de 20% sobre os valores arrecadados, a título de gratuidades, nas passagens do transporte municipal coletivo, modal ônibus. O esquema criminoso movimentou o pagamento de propina, por parte das empresas de ônibus aos líderes da organização criminosa, na ordem de R$ 11 milhões apenas no período entre abril de 2014 a dezembro de 2018, em valores aferidos à época.


No decorrer da investigação, o GAECC/MPRJ obteve informações precisas a respeito do esquema de corrupção instituído no Município de Niterói, envolvendo empresários de transporte rodoviário, Rodrigo Neves e Domicio Mascarenhas, que além de ex-secretário foi conselheiro de Administração da NITTRANS, empresa responsável pelo planejamento e gerenciamento do sistema de transporte do sistema viário de Niterói.


A ação aponta que, nas campanhas eleitorais de 2012 e 2016, consórcios filiados ao Setrerj fizeram doações não oficiais para as campanhas de Rodrigo, com os pagamentos tendo sido entregues pelos presidentes dos Consórcios Transnit e Transoceânico ao operador do prefeito, Domicio Mascarenhas. De acordo com informações da ACP, a Prefeitura de Niterói deveria pagar valores aos consórcios pelas gratuidades, mas somente efetuava os pagamentos mediante um retorno de 20% destes valores, a título de propina.


Também é relatada, na ação, que a intenção de Rodrigo Neves era de que a campanha de 2016 fosse realizada com a estrutura utilizada na campanha anterior. Para tanto, segundo apurado, Rodrigo Neves solicitou a Domício que fossem feitos os ajustes financeiros necessários, através das empresas de ônibus que operavam em Niterói, com vistas ao pagamento do valor de R$ 5 milhões ao responsável pela campanha do prefeito, por meio de caixa dois.


Fonte: Ascom-MPRJ




Procurador-geral pede ao STF que delação de Cabral perca a validade

Aras considera que o ex-governador ainda oculta patrimônio e que não apresentou provas suficientes para as investigações




11/02/2020 16:04:24.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu nesta terça-feira (11) da decisão do ministro Luiz Edson Fachin que, na semana passada, homologou a delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.


Caberá a Fachin decidir:


se reverte a própria decisão e revoga a validade da delação;

se leva o caso a julgamento no plenário da Segunda Turma, que analisa casos da Lava Jato, ou para o plenário, para discussão entre todos os ministros da Corte.


O acordo de delação foi firmado com a Polícia Federal em dezembro. O teor da colaboração está sob sigilo.


Antes mesmo da homologação, Aras foi contra a delação por considerar que os valores que Cabral se comprometeu a devolver já estavam bloqueados pela Justiça e que o ex-governador não apresentou fatos novos nos depoimentos.


Agora, o procurador disse que há elementos que indicam que Cabral ainda oculta patrimônio e que ele não entregou informações suficientes para colaborar de modo efetivo com as investigações.


Aras quer que, caso a delação seja mantida, o acordo não afete as prisões decretadas contra Sérgio Cabral.


O ex-governador está preso desde novembro de 2016, e foi condenado a mais de 280 anos de prisão pela Justiça. A maioria desses processos está relacionada à operação Lava Jato.


Cabral vem admitindo, desde o ano passado, que recebeu propina enquanto ocupava cargo público. Ele também apontou outros supostos membros da organização criminosa.


Fonte: G1




Cabral afirma pela primeira vez que Adriana Ancelmo 'sabia do caixa 2", e usufruiu

Já a mulher nega. Ela ficou calada durante audiência




10/02/2020 20:08:13.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral presta depoimento nesta segunda-feira ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. No início da audiência judicial, Cabral confirmou, pela primeira vez, que sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo, sabia da existência de seu "caixa paralelo" formado a partir de dinheiro público desviado da administração estadual fluminense.


— Ela sabia do caixa paralelo, sabia que meus gastos eram incompatíveis com a minha receita formal — afirmou o ex-governador.


Cabral disse ainda que a mulher "usufruiu" largamente desse caixa. O ex-governador confirmou as acusações dos procuradores. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral ocultou cerca de R$ 4 milhões desviados com a ajuda do empresário Italo Garritano, dono do restaurante japonês Manekineko. O processo teria ocorrido por meio do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo em 16 oportunidades entre 2014 e 2016.


Terceira a depor na mesma audiência, Adriana Ancelmo reafirmou o que já havia declarado em um processo anterior, em que negou o esquema de uso de seu escritório e afirmou que a relação com a rede de restaurantes envolvia prestação de serviços. Em nota, o advogado da Adriana Ancelmo, Alexandre Lopes, atribuiu as declarações de Cabral ao desespero diante das condenações, que somam mais de 280 anos.


“Não vejo como possível levar a sério esse novo depoimento de Sérgio Cabral. Se ele sequer mencionou o fato à Polícia Federal, ao que se sabe, em sua delação, passa-se a ideia de que o ex-governador quer se posicionar como um colaborador da Justiça, confessando tudo o que lhe for perguntado, a fim de auferir benefícios que nem mesmo o Supremo Tribunal Federal concedeu. Parece desespero pelos quase 300 anos de pena ja impingida", diz a nota.


Esta é a primeira vez que Cabral é ouvido como delator, já que o acordo de colaboração dele com a Polícia Federal foi homologado pelo ministro Edson Fachin, mesmo a contragosto do Ministério Público Federal (MPF). Com isso, ele será mais filmado nos depoimentos, procedimento adotado com delatores e que valeu para o ex-governador na oitiva de hoje. Bretas até brincou com a situação ao falar para Cabral sentar de costas para a câmera, dizendo que ele foi "promovido".


Logo no início, o MPF falou que a validade e a chancela do selo de colaborador só serviria quando fatos do processos fossem elucidados. Bretas, então, disse a Cabral:


— O MPF não ter sido parte não desnatura a colaboração. Ainda assim é uma colaboração e o senhor será tratado dessa forma.


Entenda as acusações do processo


O juiz da 7ª Vara Criminal do Rio aceitou em outubro de 2018 a denúncia. O MPF acusa o ex-governador, Adriana Ancelmo, o então sócio dela no escritório de advocacia, Thiago Aragão, e o dono da rede Manekineko, Italo Garritano, pelos crimes de lavagem de dinheiro, entre 2014 e 2016, e pela ocultação de cerca de R$ 4 milhões desviados dos cofres públicos. O grupo teria emitido notas fiscais falsas relativas a serviços prestados pelo escritório de Adriana ao restaurante japônes.


Garritano repassava, por meio do pagamento de boleto, dinheiro ao escritório de Adriana Ancelmo para que eles pagassem os funcionários de seu restaurante. Isso para evitar, como vinha ocorrendo, que o estabelecimento fosse alvo de mais ações trabalhistas por conta dos pagamentos "por fora" dos salários dos empregados. Como delator, Garritano se comprometeu a pagar 36 parcelas de R$ 50 mil em multas.


Além do crime de lavagem de dinheiro, a mulher de Cabral, seu ex-sócio e Garritano, que se tornou delator, também são acusados de terem falsificado documentos públicos. Eles teriam fraudado carteiras de trabalho de funcionários com intuito de desonerar-se do pagamento de encargos e direitos trabalhistas, segundo o MPF. Em delação premiada, Garritano explicou ao MPF como parte do dinheiro do esquema era lavado por meio do escritório Ancelmo Advogados, em que Aragão era sócio de Adriana.


Fonte: Extra




DC realiza encontro regional com a presença de Eymael e João Peixoto

Para as eleições municipais desse ano, já são cerca de 30 pré-candidatos a prefeito e também pré-candidatos a vereador em mais de 50 municípios no Estado




10/02/2020 11:11:59.

O I Encontro Regional dos Presidentes Municipais do DC do Estado do Rio de Janeiro foi um grande sucesso. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Teresópolis e reuniu lideranças de todo Estado. O deputado João Peixoto, como presidente regional do DC no Rio de Janeiro e vice-presidente nacional do DC nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, vê que a cada dia que passa o 27 vem crescendo, isso porque na presidência nacional, o líder Eymael dá todo apoio necessário para fazer do DC um partido forte, sólido e transparente em todas as suas vertentes.


Para as eleições municipais desse ano, já são cerca de 30 pré-candidatos a prefeito e também pré-candidatos a vereador em mais de 50 municípios no Estado. 'Isso mostra que o DC não para de crescer, temos trabalhando muito para nesse ano eleger o maior números de prefeitos e vereadores, o diretório regional estará dando todo apoio necessário para que possamos sair vencedores. Assim que a justiça eleitoral abrir a janela, já temos 12 vereadores de mandato prontos para vim para o nosso partido', disse o deputado.


João Peixoto agradece a todos do Diretório Regional pelo comprometimento com o partido e pela organização desse encontro. Ao presidente da Câmara Municipal de Teresópolis, Leonardo, aos presidentes dos diretórios municipais de 58 municípios ali representado, aos presidentes regional e municipal do DC Jovem e DC Mulher, além de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos que também estiveram presentes.


Esse grandioso encontro contou com a presença do nosso presidente Nacional, Eymael, do vice-presidente nacional e presidente regional do DC de Minas Gerais, Alessandro, do deputado estadual Ratinho, entre outros líderes.




Lula: "Após Bolsonaro, Globo vai lançar o Caldeirão do Huck"




09/02/2020 13:01:20.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, na noite deste sábado, a possível candidatura do apresentador Luciano Huck à Presidência da República. Ao lado do ex-presidente uruguaio José Mujica, na festa de 40 anos do PT no Rio de Janeiro, Lula disse que "a Globo, depois de lançar o Bolsonaro, agora vai lançar o Caldeirão do Huck".


Pesquisas mostram que o apresentador pode tirar votos do PT. Com base nisso, Lula passou a investir num discurso focado em aspectos da economia, como a precarização do trabalho. No discurso desta noite, criticou a naturalização de empregos como o de entregador de aplicativo, nos quais o trabalhador não tem vínculo empregatício com a empresa nem garantias trabalhistas.


"Você não sabe quem é seu patrão, não tem assistência médica. É o ser humano sendo tratado da forma mais canalha possível em nome de uma palavra chamada 'flexibilização' e de uma palavra chamada 'empreendedorismo'", disse o ex-presidente. "Eu peço pizza no iFood. O serviço é maravilhoso para o consumidor, mas eu quero saber a contrapartida. Esse é o desafio que precisamos cobrar do Estado."


Conhecido pela defesa de que políticos tenham uma vida austera, Mujica voltou a criticar, ao lado de Lula, aqueles que enriquecem na vida pública. "Política é uma paixão, um compromisso, e políticos têm que aprender a viver como vive a maioria do povo, não como uma minoria privilegiada", apontou o uruguaio, cujo partido, a Frente Ampla, deixa o poder no fim deste mês após 15 anos de presidência.


Em um momento constrangedor, após a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) anunciar a presença da "ex-primeira dama" do Uruguai, Mujica reclamou da abordagem. "Somos republicanos. Não temos primeira-dama." Lucía Topolansky é vice-presidente na gestão Tabaré Vázquez.


Mujica também ressaltou bandeiras comuns em seus discursos, como a necessidade de os jovens buscarem a felicidade e se engajarem na política por paixão, não por ambição financeira ou de poder.


O espaço principal da Fundição, tradicional casa de shows do Rio, tem capacidade para 5 mil pessoas e estava lotado. Antes de Lula e Mujica subirem no palco, uma espécie de ópera petista intercalava trechos da história do PT com apresentações musicais.


Além do debate entre Lula e Mujica, a festa de 40 anos do PT contou com outras discussões ao longo do dia. Em uma delas, cinco partidos de esquerda (PDT, PSB, Psol e PCdoB, além do protagonista do evento) falaram sobre a necessidade de união da esquerda num contexto de governo Bolsonaro.


Em outra mesa, o ex-prefeito e ex-presidenciável Fernando Haddad chamou Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, de "parasitas".


Fonte: Terra




Crise em Campos: Beethoven, pré-candidato a prefeito, quer se espelhar em SP

Campos 24 Horas inicia série de entrevistas sobre o fim da era expressiva dos royalties




09/02/2020 11:11:25.

Bruno Araújo, Presidente Nacional do PSDB, e Beethoven no Congresso Nacional do PSDB.


O Campos 24 Horas inicia uma série de entrevistas neste domingo (09) sobre “A era de receitas expressivas dos royalties do petróleo que chegou ao fim". Prova disso é a situação financeira crítica de Campos e outros municípios produtores de petróleo da região. A entrevista de hoje é com o pré-candidato a prefeito de Campos e presidente local do PSDB, Lesley Beethoven (à direita na foto acima), que analisa o cenário econômico e administrativo de Campos. Os demais pré-candidatos a prefeito, assim como representantes dos segmentos do setor produtivo terão espaço idêntico ao longo dos próximos dias para colocar suas idéias e projetos.


Nos últimos anos Campos não conseguiu atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda e vive problemas sérios em áreas como saúde, transporte, economia, entre servidores públicos e outros. É em cima destes fatores que se dá a série de entrevistas com perguntas padrão aos pré-candidatos e representantes de diferentes segmentos da sociedade de Campos e região.


ENTREVISTA


Campos 24 Horas - Que propostas defende para a diversificação da economia do município, a fim de que adquira um maior grau de autonomia e independência em relação aos royalties do petróleo?


BEETHOVEN - Primeiro de tudo precisamos criar um ambiente de confiança na nossa cidade. Campos hoje está tomada pelo pessimismo, totalmente deprimida. O próximo prefeito deverá virar a página do passado a partir de 1º de janeiro de 2021 e ter um comportamento sempre motivador. Se governa um município olhando para frente. As lições já foram aprendidas. O projeto político do PSDB não é personalista, com "marca A ou B". É um "projeto de equipe". Com a equipe certa, com as ações bem definidas e objetivas é possível revertermos esse caos em poucos meses. Ninguém investe numa cidade cuja saúde está em colapso e que o transporte não funciona. Sem bagunça, os investimentos aparecem. A estrutura municipal funcionando é fundamental para o efetivo crescimento social e econômico de uma cidade.


C24H - Como atrair empresas e investidores para geração de mais emprego e renda?


BEETHOVEN - Temos que seguir os bons exemplos, copiar os bons projetos que já foram experimentados e que dão super certo. São Paulo é um desses exemplos, sendo o Estado mais rico do país. A cada R$ 3 reais em riqueza gerada no Brasil, R$ 1 real é gerado dentro das cidades do Estado. O Governador Mário Covas implementou forte plano de recuperação, colocando na gestão os melhores profissionais e, em poucos meses, o Estado se recuperou.  O PSDB tem condições de trazer vários profissionais experientes de SP para Campos, para juntos com a melhor equipe que já estamos formando aqui, governarmos essa cidade com a gestão da mais alta qualidade. Além disso, temos de colocar o melhor Secretário de Desenvolvimento Econômico para bater nas portas das grandes empresas do Brasil e do exterior. Vamos apresentar para esses potenciais investidores nossas qualidades, que aliás são muitas. Temos quantidade enorme de profissionais muito bem formados nas nossas 15 Universidades e nos vários cursos técnicos. Temos uma rodovia federal que corta a cidade, um aeroporto, o maior "hub" logístico do hemisfério sul que é o Porto do Açu aqui do lado. Temos que trazer pra Campos numa primeira fase, várias pequenas e médias empresas com 100, 200, 1.000 empregos diretos. Em pouco tempo será emprego para a população, dinheiro circulando pela cidade e impostos pagos à Prefeitura. Temos também que trazer as maiores empresas que demandam mais tempo para instalação. Já estamos fazendo contatos importantíssimos. 


C24H - Quais os principais programas que devem ser implementados? Como apoiar o homem do campo, com programas que ofereçam suporte técnico, qualificação e também linhas de crédito especiais?


BEETHOVEN - Campos possui 70% de área agricultável. Temos lagoas, riachos, um grande rio, canais artificiais e um solo maravilhoso. Sabe a única coisa que falta? Novamente a equipe certa. E hoje a melhor equipe para assumir a Secretaria de Agricultura é a da UENF. Temos ali professores reconhecidos internacionalmente, alunos e pesquisadores muito capacitados que gostam de ir para o campo e ter contato direto com o produtor rural. Vamos "entregar" a gestão dessa importante secretaria para quem conhece, para quem sabe fazer, que é o pessoal da UENF. Temos que captar recursos junto com os nossos Deputados Estaduais e Federais, e reabilitar o município para poder receber linhas de crédito do Governo Federal e também de outros países que importam alimentos, tais como o Banco da China. Os recursos certos nas mãos das pessoas certas resolverão os problemas que temos hoje.


C24H - Como incentivar e capacitar micro e pequenas empresas e as cooperativas?


BEETHOVEN - A resposta para isso, mais uma vez, é colocarmos o setor nas mãos de quem é competente. Para isso temos a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Ela indicará o melhor nome que tiver para ser o Secretário Municipal da Indústria. A Prefeitura de Campos pode ser parceira da FIRJAN em tudo. Com essa união de esforços, Campos pode caminhar para a tão sonhada instalação de empresas dentro do município e para o desenvolvimento econômico sustentável.


C24H - Como fortalecer o comércio em Campos?


BEETHOVEN - Hoje a Prefeitura de Campos tem absurdos 48 órgãos da administração "direta" entre Secretarias, Superintendências e Fundações. Há necessidade de cortar pela metade esse elefante branco, que simplesmente consome recursos demais e não funciona. Aliás, metade não,  se possível só 20 Secretarias. Outra reforma é separar a confusão que é entre as atividades municipais. O comércio de Campos, que já respondeu por 60% da economia local, merece atenção especial, merece uma Secretaria Municipal de Comércio, focada no atendimento rápido das necessidades dos comerciantes, na diminuição drástica do tempo e da burocracia que só atrapalha o dia-dia do nosso comércio.


C24H - E a indústria criativa? Como incentivar segmentos de Tecnologia da Informação e de Cultura Digital, estimulando a criação de produtos inovadores?


BEETHOVEN - Ao invés de migalhas, a Secretária Municipal de Ciência e Tecnologia deve ser uma verdadeira parceira da TECCAMPOS, que tem toda a experiência em formar e desenvolver profissionais e produtos. Quanto mais apoio dermos a TECCAMPOS, mais ela dará resultados. Ela é fantástica, pois tem em seu corpo técnico os melhores professores do IFF e da UENF. É a capacidade técnica, potencializada com a vontade de fazer que já está trazendo resultados. Complementando a grade curricular, nossas escolas municipais devem levar seus alunos a TECCAMPOS e vice-versa. Há necessidade da realização de uma ponte entre as nossas crianças e nossos jovens e a TECCAMPOS, e, assim, formamos futuros empreendedores e empresários.




Alerj questiona se governo está espionando deputados estaduais

Ceciliano (PT) solicitou a Witzel que diga se o Executivo está mantendo escutas




08/02/2020 16:04:38.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) publicou um pedido no Diário Oficial da Casa expondo um conflito entre os poderes Executivo e o Legislativo. O presidente da assembleia suspeita que os deputados estejam sendo espionados.

No Diário Oficial, André Ceciliano (PT-RJ) questionou em requerimento ao governador Wilson Witzel (PSC-RJ) se existem, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao Executivo, escutas telefônicas, captações ambientais, interceptações físicas – como seguir pessoas –, ou "ações controladas" com infiltrações de agentes, a captação de mensagens de SMS ou qualquer outro aplicativo de mensagens e e-mail, contra autoridades públicas.

André Ceciliano também perguntou oficialmente ao governador se está sendo feita a manutenção e armazenamento, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao poder executivos, de dados cadastrais consolidados contra as autoridades públicas. Ou seja: se existem dossiês contra políticos.

O RJ2 apurou que um deputado disse ter encontrado um grampo em seu gabinete. Outro parlamentar afirma ter recebido a informação de que também estava sendo monitorado. Eles levaram as denúncias ao presidente da Alerj, que resolveu pedir informações ao governo.

Politicamente, o caso foi visto como mais um capítulo da briga entre o presidente da Alerj e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, tido como uma das pessoas fortes do governo Witzel.

Esta semana, o RJ2 mostrou que o indicado do governo do estado para ocupar a diretoria da Agenersa, Agência que fiscaliza a Cedae, Bernardo Sarreta, foi reprovado em sabatina na Alerj.

A indicação teve como padrinho justamente o secretário Lucas Tristão. Depois da reprovação, o governo do estado retirou a nomeação de Sarreta.

Sobre a requisição de informações, o presidente da Alerj, André Ceciliano, não quis comentar.

O Governo do Rio comunicou que mantém relação institucional e de alto nível com a Alerj, e que jamais usaria de qualquer mecanismo irregular para monitorar parlamentares.

O secretário Lucas Tristão disse que desconhece a existência de qualquer uma das práticas mencionadas pela presidência da Alerj no requerimento de informações. E que "mantém relações cordiais com a Alerj, com os deputados e com André Ceciliano, a quem tem em alta estima".

 



“Novo PSB” em Campos articulado para novas filiações rumo à eleição 2020

Partido em Campos apoia o prefeito Rafael Diniz




08/02/2020 07:07:51.

O diretório municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em Campos, está seguindo a linha nacional da instituição de autorreforma - uma maneira de alcançar a modernização que o momento histórico exige -, já tendo avançado neste sentido, inclusive, com adesão de representantes de diferentes segmentos da comunidade. Nas eleições 2020, o PSB é um dos partidos que caminhará com o pré-candidato a prefeito, Rafael Diniz.


No próximo mês o diretório local, presidido pela professora Roberta Barcellos, realiza sua primeira plenária, contando com a presença do presidente estadual do partido, deputado federal Alessandro Molon, entre outras autoridades. Para Roberta Barcellos, em Campos as pessoas já estão tendo a compreensão deste “novo PSB”, como é chamado hoje o partido que está se reinventando para responder às demandas do país.


- Os progressistas estão em momento de turbulência com a saída do PT do governo e a entrada de Bolsonaro. Estão todos se reinventando, toda esquerda precisa e o PSB não está acomodado. Ele tem se lançado de acordo com as demandas da sociedade brasileira. O PSB acredita que se a sociedade aponta o falimento do sistema político como está posto, precisamos nos movimentar rumo a novos paradigmas, que contemplem esses anseios – acrescenta Roberta Barcellos.


SER OU NÃO SER - Entre os diferentes representantes de segmentos em Campos que já aderiram ao PSB está o reitor da Uenf, Raul Palacio, que assinou ficha de filiação recentemente. Dentro do campo universitário, a presidente destaca que o partido está, também, angariando públicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Instituto Federal Fluminense (IFF), entre outros.

Para alguns, a adesão mais ampla pode ser atribuída ao fato do PSB estar hoje ligado ao prefeito. Além disso, o secretário municipal de Educação Brand Arenari é o secretário geral do partido, o presidente da Superintendência de Igualdade Racial (Supir) Rogério Siqueira o vice-presidente da sigla e a presidente, superintendente adjunta da Supir.


- Pode ser que sim, pela consonância com as propostas do atual governo municipal. Mas têm também pessoas que não fazem parte do sistema político atual, mas estão aderindo ao partido pela sua proposta, pelo novo momento que ele passa – finaliza a presidente.




Cinquenta e seis localidades de Campos vão poder contar com sistema de esgoto

A previsão do vereador Enock Amaral é de que quase 100 mil famílias sejam beneficiadas




07/02/2020 15:03:15.

A previsão do vereador Enock Amaral é de que quase 100 mil famílias de 56 localidades sejam beneficiadas com o sistema de esgoto, uma reivindicação de décadas da população, que nunca foi resolvida. “Realizamos audiências públicas com a empresa e ela sempre contestou, alegando que essas localidades eram áreas rurais e que áreas rurais não estava no contrato deles, firmado na década de 90. Mas em 2016, quando a prefeita era Rosinha, essas localidades foram reconhecidas no Plano Diretor como áreas urbanas, daí a obrigatoriedade do serviço”, explica o vereador.


A partir daí, Enock Amaral analisou o contrato e constatou que já existia a obrigatoriedade, mas ninguém cobrava. A medida já foi sancionada pelo prefeito Rafael Diniz e publicada em Diário Oficial, Agora a concessionária tem 90 dias para apresentar um cronograma físico que contemple essas localidades. “Se a empresa não cumprir o que manda a lei dentro dos prazos estabelecidos, a gente entra no Ministério Público. Agora nós temos um mecanismo de cobrança em mãos”, diz Enock Amaral.


PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Há décadas e décadas que as 56 localidades de Campos sofrem com a falta de sistema de esgoto. Na praia de Farol de São Tomé, por exemplo, ele é jogado diretamente no mar. Em determinadas localidades é despejado direto nos rios e córregos e muitos, até, ficam a céu aberto. A maioria das casas conta com fossas que, a cada tempo, causam transtornos às famílias para esgotá-las, entre outros problemas graves.




Pezão nega envolvimento com propina de Cabral

Declaração foi dada ao jornalista Octavio Guedes, da GloboNews




07/02/2020 15:03:42.

Em depoimento, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral confirmou que o ex-vice-governador Luiz Fernando Pezão recebeu propina durante os oito anos de governo. Pezão nega a ação e relembra o conselho que deu a Cabral no último encontro que tiveram, em novembro de 2016, 15 dias antes da prisão do ex-governador.


"Fui à casa dele em Mangaratiba e relatei ter ouvido sobre contas no exterior que seriam de Cabral. Sugeri, então, que ele repatriasse o dinheiro, legalizasse tudo. Cabral disse que eu era piloto de trem fantasma, que estava dando ouvindo a boatos e reclamou que estava indo a Mangaratiba estragar o fim de semana dele", declarou Pezão ao jornalista Octavio Guedes da GloboNews.


Questionado se nunca desconfiou dos sinais exteriores de riqueza de Cabral, inclusive a mansão de Guaratiba, onde, segundo ele, ocorreu o último encontro entre os dois, Pezão contou que "Cabral sempre disse que vivia bem por conta do sucesso do escritório da mulher", a advogada Adriana Ancelmo.


Adriana Ancelmo já foi condenada por lavagem de dinheiro e por participar do esquema criminoso montado, segundo o Ministério Público, por Cabral.


Fonte: Globonews




Eleição de Prefeito e Vereador: advogado fala ao 24H sobre mudanças rigorosas

Entre as mudanças, candidato a Vereador terá 72h para prestar contas de dinheiro em conta




07/02/2020 15:03:05.

Partidos políticos, candidatos e eleitores devem ficar atentos às previsões da Lei 9.504/97 e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já estão valendo para as eleições 2020. São mudanças legais que deverão ser seguidas, já que a fiscalização ao cumprimento delas também sofreu alteração em relação às eleições anteriores, exigindo mais rigor. O Campos 24 Horas inicia uma série de reportagens com as inúmeras mudanças a partir da nova lei, sempre ouvindo um especialista no assunto. Desta vez é o advogado Luiz Henrique Freitas de Azevedo, especialista em Direito Eleitoral.


A partir de agora estão proibidas alianças para eleição proporcional (vereador e deputado), podendo só em majoritária (prefeito, governador e presidente da república). Anterior à lei, fazia-se aliança com vários partidos e, daí, saiam os candidatos a vereador mais votados. Agora ganha o mais votado de cada partido, mas, desde que alcance o quociente eleitoral. Coligação era importante para os partidos, porque através dela se obtinha maior tempo de propaganda no rádio e TV, conseguindo assim maior número de votos para determinada coligação.


MATEMÁTICA PURA


O quociente eleitoral é outra história. O advogado Luiz Henrique explica que trata se da divisão de votos válidos pelo número de cadeiras oferecidas pelo Legislativo. E, neste caso, para efeito de cálculo, serão contados somente os votos válidos, não computando nem os votos nulos e nem os brancos.


- Aqui em Campos, por exemplo, se forem 300 mil votos válidos, eles são divididos por 25, que é o número de cadeiras da nossa Câmara, totalizando 12 mil votos válidos (quociente eleitoral). Depois calcula-se o quociente partidário, resultado que vai definir o número de cadeira disponível para o partido. Se um partido receber, por exemplo, 36 mil votos no total, divide pelo quociente eleitoral que fizemos as contas e deu 12, obtendo, a princípio, 3 vagas parlamentares por partido -, explica o especialista.    


O sistema de arrecadação de dinheiro para campanha de vereador também mudou e tem que ser na própria conta bancária dele. Antes da lei existia um prazo após as eleições para prestação de contas desse dinheiro ao TSE e, agora, são de 72h para a devida informação dos depósitos realizados em conta corrente. Já a prestação de contas geral ocorrerá em duas etapas: a primeira entre 9 e 13 de setembro e a segunda até 30 dias após as eleições. "Por isso o partido tem que ter um contador para colocar tudo no sistema e dentro do prazo. Tem que ter, também, um digitador para esses trabalhos e um coordenador que conheça as novas normas, que estão mais severas”, finaliza Luiz Henrique.


Saiba mais sobre a legislação eleitoral deste ano AQUI




Bretas libera mais de R$ 660 milhões apreendidos na Lava Jato

Governo do Rio ficará com R$ 208.983.575,27 e a União com R$ 459.593.6




07/02/2020 09:09:49.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, responsável pela Operação Lava Jato no Rio, autorizou a liberação de R$ 668,5 milhões, pagos por delatores na Lava Jato, para o governo do Rio e a União, como forma de restituir os valores saqueados dos cofres públicos em esquema de corrupção investigado pela força-tarefa do Ministério Público Federal. O pedido de liberação partiu da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ).


Pela decisão de Bretas, o governo do Rio ficará com R$ 208.983.575,27 e a União com R$ 459.593.650,27. A parcela a ser recebida desta vez pelo governo federal é maior porque o estado do Rio já havia recebido, entre outras restituições, R$ 250 milhões para pagar o décimo terceiro salário dos servidores públicos estaduais, em 2017. A Lava Jato já havia repassado também R$ 15 milhões para a recuperação de escolas no Rio. Esta será a primeira vez que a União vai receber recursos da Lava Jato como forma de restituição.


De acordo com a PGE-RJ, a liberação ocorre depois que a própria Procuradoria fez um requerimento solicitando a transferência dos valores depositados por colaboradores em contas à disposição do Juízo. O estado alegou que os valores que vêm sendo depositados pelos delatores não eram alvo de nenhuma disputa ou questionamento sobre sua destinação. Sendo assim, poderiam ser destinados aos entes lesados. Bretas concordou com o argumento e acrescentou que, de fato, estava havendo uma diminuição gradual dos recursos, uma vez que eles sofrem os efeitos danosos da inflação.


Na decisão, o magistrado escreveu que “não se pode olvidar que a organização criminosa, desbaratada no âmbito da chamada Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, causou prejuízos milionários, se não bilionários, ao estado em diversas áreas relevantes, como saúde e transporte, diretamente, e indiretamente a tantas outras, como segurança e educação, além do dano inquantificável dos muitos investimentos que não foram feitos pela falta de verba provocada pelos desvios criminosos”.


Bretas disse ainda que “a restituição imediata, nos termos acordados pelas partes, é medida que se impõe, por estar em consonância com o interesse público e a fim de mitigar os danos sofridos pela população fluminense ao longo de tantos anos de má gestão e corrupção”.


Fonte: Agência Brasil




Bolsonaro sobre Doria e Witzel: 'Me elegeram como alvo. Não estou preocupado'

O presidente criticou os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira, 6




06/02/2020 17:05:21.

O presidente Jair Bolsonaro criticou os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), na manhã desta quinta-feira, 6. Segundo Bolsonaro, os dois governadores o colocaram como "obstáculo" para uma possível disputa à Presidência em 2022. "Me elegeram como alvo. 'Tenho que derrotar esse cara. Se ele vier candidato, vai ele e o PT para o segundo turno... e aí estamos fora'", disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada.


Bolsonaro reagiu à declaração de Doria de que a postura de desafiar governadores sobre mudanças na regra do ICMS é populista. "Dois governadores que estão me criticando. Isso não é populismo, é vergonha na cara. Ou você acha que o povo está numa boa? Está todo mundo feliz da vida com o preço do gás, com o preço da gasolina, com o preço do transporte?", questionou.


Ele também voltou a reclamar que o governador de São Paulo usou o seu nome na última campanha estadual, e depois se posicionou contra ele. "Ele usou o BolsoDoria o tempo todo. Estava pau a pau com o França (França, então candidato ao governo do Estado pelo PSB). Fui útil até aquele momento", reclamou. O presidente já havia reclamado disso em entrevista exclusiva ao Estado publicada nesta quinta-feira.


Ao falar de Witzel, Bolsonaro ironizou a crise da água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE). "Em vez de mostrar o serviço deles... pergunta para o Witzel como é que está a água do Rio de Janeiro. Alguém quer tomar um copo de água do Rio de Janeiro aí? Agora botaram detergente na água, olha que coisa linda. Agora, problema dele, eu não vou dar pancada nele. Ele que tem que resolver", disse Bolsonaro.


O presidente citou a possibilidade da abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar os problemas com a qualidade da água. "Parece que tem uma CPI tomando forma lá na Assembleia Legislativa? A CPI não tem que ser para perseguir governador, tem que perseguir a verdade. O que aconteceu com a CEDAE? Houve loteamento? Houve negligenciamento?", indagou.


Bolsonaro disse, ainda, que é "diferente" de outros políticos e que, perto deles, "é miserável". "Eu sei que eu sou um cara diferente de alguns políticos que temos no Brasil. Eu sou um cara pobre, miserável, pô. Se bem que eu sou mais rico que 98% da população. Eu sei disso, mas perto desses caras eu sou pobre e parece que meu cheiro não faz bem para eles. Minha plumagem é diferente da deles. Façam sua parte, se dediquem."


Fonte: MSN Notícias




Deputados estaduais de Campos se dividem entre Caio, Wladimir e Diniz

ELEIÇÃO: RODRIGO, PEIXOTO E DAUAIRE – Veja quem está com quem para Prefeitura de Campos




06/02/2020 11:11:00.

Ainda não há pesquisa para medir a capacidade de transferência de votos em Campos dos atuais deputados estaduais, mas, desta vez a eleição para Prefeitura, em outubro, vai contar com um peso político extra, que deverá influenciar de forma direta no resultado e mostrar quem é o melhor cabo eleitoral em se tratando de eleição para o Executivo. Três deputados estaduais com base eleitoral no município - João Peixoto (DC), Bruno Dauaire (PSC) e Rodrigo Bacellar (SD) - se mostram divididos quando o assunto é eleição para Prefeitura. Eles já apontaram seus candidatos. O único deputado estadual que anunciou a pretensão de se candidatar foi Gil Vianna (PSL). Gil estaria tentando o apoio do governador Wilson Witzel, que também é do PSL.


Como em política, até que se bata o martelo, tudo é no âmbito da previsão, o quadro atual mostra que o deputado Bruno Dauaire irá apoiar Wladimir Garotinho (PSD) ou, então, Marcelo Mérida PSC). O deputado João Peixoto estará ao lado de Rafael Diniz (Cidadania). Já o deputado Rodrigo Bacellar caminhará com Caio Vianna (PDT).


Porém, por trás dessa disputa política à prefeitura, entre Caio, Wladimir, Mérida e Diniz e mais oito possíveis candidatos, muita coisa ainda pode mudar, pois, além dos deputados, vereadores com grande potencial eleitoral podem ser decisivos, como é o caso de Igor Pereira na Baixada Campista.


Considerados cabos eleitorais importantes, os vereadores também começam 2020 divididos.  Até o final de 2020, 19 dos 25 vereadores da Câmara estavam na base do governo Diniz. No entanto, no final do ano, muitos se mostraram insatisfeitos com o governo e podem fazer campanhas sem declarar apoio ao prefeito Rafael Diniz.


TAREFA DIFÍCIL - O deputado João Peixoto disse que não abre mão do apoio ao atual prefeito Diniz. Com influência no governo, Peixoto chegou a indicar o Secretário de Agricultura do município. Mas, o atual quadro mostra que a tarefa de Peixoto será dificílima, visto que Diniz tem problemas com setores importantes, como Saúde, Transporte, Servidor, entre outros. 


- A gente tem uma parceria firmada. Mas o prefeito é que tem o compromisso de estruturar o partido dele, para fazer mais vereadores, o que é bom para ele mesmo. Ainda está cedo para os trabalhos e tudo deve começar mesmo, de fato, a partir de abril. Quanto ao Secretário de Agricultura, ele já era funcionário de carreira, só não tinha cargo. E foi mesmo uma indicação minha, por ele ser um servidor muito honesto e trabalhador – afirma João Peixoto.




Começa o xadrez político em Campos; mudanças em março

Daqui a 30 dias se abrirá a janela partidária, período em que vários políticos de Campos deverão trocar de partido




05/02/2020 14:02:53.

As peças do xadrez do jogo político em Campos começam a ser movimentadas e as possíveis mudanças de partidos de vereadores e alianças em torno de nomes que poderão concorrer a prefeitura de campos começam a surgir. Das pré-candidaturas a prefeitura, a do atual prefeito Rafael Diniz pode ter o apoio de cinco partidos: Partido Socialista Brasileiro (PSB); Partido Liberal (PL) - antigo Partido da República -; Movimento Democrático Brasileiro (MDB); Democracia Cristã (DC); e Cidadania. O jogo político mostra que essa composição atual poderá ser alterada durante a janela partidária, que começa dia 4 de março e termina no dia 4 de abril. Nos próximos dias o Campos 24 Horas vai anunciar também os partidos que provavelmente estarão dando apoio as pré-candidaturas de Caio Viana, Wladimir Garotinho e os demais pre-candidatos.


COMEÇA O JOGO - No dia 04 de março será aberta a janela partidária, data em que os partidos começam a definir acordos e alianças. Ela se estende por 30 dias e ocorre sete meses antes de uma eleição. A legislação prevê que os mandatos dos deputados e vereadores pertencem aos partidos, não aos indivíduos, por isso, o político que trocar de partido injustificadamente, perde o mandato, em seu lugar assumindo o suplente. E a janela partidária é uma oportunidade para que isso não aconteça, mesmo ele trocando de partido. Na Câmara de Campos, 80% dos vereadores devem mudar de partido.


A partir daí as especulações são de que o vereador Jorge Virgílio (PRP), hoje no recém-criado grupo independente de vereadores, o G-8 que, embora não se intitule oposição tem votado contra vários projetos municipais, mude para o DC comandado na região pelo deputado estadual João Peixoto. O DC é um dos partidos que apoiará o hoje pré-candidato a prefeito, Rafael Diniz. João Peixoto, por sua vez, tem grande influência no governo municipal, tendo inclusive indicado o secretário municipal de Agricultura.


E tem mais vereadores que podem aproveitar a janela parlamentar. O vereador Silvinho Martins (PRP) é outro que também poderá mudar de partido, passando para o MDB, partido que também está no rol de apoiadores da candidatura de Diniz. Outro que também mudará de partido é o vereador Igor Pereira (PSB), partido que também está no Diniz.


Igor Pereira tem estado em encontros políticos com o pré-candidato Caio Vianna (PDT), o que mostra que ele poderá mudar de sigla, já que seu partido atual está com Diniz. Igor Pereira ainda lidera o G-8 na Câmara, grupo que esteve sempre contrário a vários projetos municipais apresentados para votação.


Pre-candidatos a prefeito em Campos


Os principais nomes que já estão postos no tabuleiro do jogo politico, respectivamente por ordem alfabética são: Barbosa Lemos, Caio Viana, Gil Viana, Joilson Barcelos (empresário), Joiva Cabral (administradora de empresas), Rafael Diniz, Roberto Henriques, Rodrigo Bacelar, Rosinha, e Wladimir Garotinho. Entre os mais jovens, Caio, Wladimir e Rodrigo, ideologias à parte, há pelo menos algo em comum. São afeitos ao diálogo.




Bolsonaro desafia governadores e diz zerar impostos sobre combustível se zerarem ICMS

Na segunda um grupo de 23 governadores pediu a Bolsonaro que abra mão de receitas de impostos federais




05/02/2020 10:10:19.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (dia 5) que vai zerar os impostos federais que incidem sobre combustíveis caso os governadores concordem em zerar o ICMS, que é estadual.


Na segunda-feira, um grupo de 23 governadores pediu a Bolsonaro que abra mão de receitas de impostos federais, como PIS. Cofins e Cide, após o presidente criticar os governadores por represarem a redução recente nos preços de gasolina e diesel cnas refinarias da Petrobras. A carta dos governadores foi também um recado ao Planalto de que as relações entre governos estaduais e fedeal estão se desgastando.


— Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui, agora. Eu zero o federal hoje e eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito —disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.


De acordo com Bolsonaro, a população "já começou a ver de quem é a responsabilidade" pelo preço alto dos combustíveis. Ele disse, contudo, que não está "brigando" com governadores:


— Olha o problema que eu estou tendo com combustíveis. Pelo menos a população já começou a ver de quem é a responsabilidade. Não estou brigando com governador. O que eu quero é que o ICMS seja cobrado no combustível lá na refinaria, e não na bomba. Eu abaixei três vezes o combustível nos últimos dias, e na bomba não baixou nada.


No domingo, Bolsonaro escreveu em uma rede social que encaminhará ao Congresso um projeto para que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, recolhido pelos estados, tenha um valor fixo por litro.


Na carta encaminhada ao presidente na segunda-feira, os governadores dizem ter "enorme interesse em viabilizar" a redução de preços aos consumidores, mas que esse debate "deve ser feito nos fóruns institucionais adequados e com os estudos técnicos apropriados".


A carta foi assinada por todos os mandatários das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Só não assinam o pedido os governadores de Goiás, Rondônia, Acre e Tocantins.


A sugestão dos estados é aprofundar as discussões sobre a reforma tributária, onde "o ICMS pode e deve ser debatido, a exemplo dos demais tributos". O texto diz ainda que, segundo a Constituição, "não cabe à esfera federal estabelecer tributação sobre consumo", uma atribuição dos estados.


Por isso, os mandatários estaduais dizem que o governo federal "pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, Cofins e Cide, advindas de operações com combustíveis".


Fonte: Extra