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MPF pede ao TRF2 que dez deputados da Alerj e outros investigados continuem presos

MPF pede prisão preventiva de alvos da Operação Furna da Onça

12/11/2018 20:08:37, Foto: Campos 24 Horas

O Ministério Público Federal (MPF) entrou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) com pedido de prisão preventiva de 15 investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada no último dia 8. O pedido do MPF abrangeu todos os deputados presos e se pautou pela necessidade de preservar a aplicação da lei penal e garantir a preservação da ordem pública, considerando os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas.

Para o MPF na 2ª Região (RJ/ES), a prisão preventiva de 18 dos 22 alvos é a medida mais eficaz para impedir prejuízos à investigação conduzida com a Polícia Federal e Receita Federal. No entendimento do MPF, houve indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da Operação antes de ela ser deflagrada, o que provocou perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão que eram considerados úteis para o melhor andamento das investigações.

A volta ao exercício do cargo de deputados estaduais ou de outras funções públicas é considerada pelos procuradores um risco para a coleta de provas nesta investigação e para a própria ordem pública, diante da possibilidade de continuarem praticando os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por isso também foi pedido o afastamento de suas funções como deputados. Dentre os demais investigados, quatro deles não tiveram o pedido de prisão renovado e, para outros, o MPF pediu apenas o afastamento de suas funções.

Fonte: Ascom/MPF

Joaquim Levy aceita convite de Bolsonaro e vai presidir BNDES

12/11/2018 17:05:58, Foto: Campos 24 Horas

O economista Joaquim Levy aceitou hoje (12) o convite para presidir presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele foi convidado pela equipe de Paulo Guedes, confirmado para o superministério da Economia, e a informação brulgada por sua assessoria.

É o primeiro na equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro. Com experiência na administração pública, Levy foi ministro da Fazenda de janeiro a dezembro de 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff, com a promessa de realizar um ajuste fiscal para conter os gastos públicos.

Na semana passada, Bolsonaro afirmou que pretende "abrir a caixa-preta" do BNDESem referência a empréstimos suspeitos negociados em gestões anteriores. Segundo ele, a sociedade tem direito de saber como é utilizado o dinheiro público.

Histórico
Engenheiro naval de formação, Levy possui doutorado em economia da Universidade de Chicago (EUA), a mesma de Paulo Guedes. Ele também foi secretário do Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no ano 2000.

De 2010 e 2014, Levy foi diretor do banco Bradesco. Para assumir a presidência do BNDES, Levy deixará a diretoria financeira do Banco Mundial, cargo que ocupa atualmente.

Em 2007, foi secretário de Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato do governador Sergio Cabral.

Antes de trabalhar no governo federal, Levy acumulou experiência internacional, trabalhando de 1992 a 1999 no Fundo Monetário Internacional (FMI) e de 1999 a 2000, foi economista visitante no Banco Central Europeu.

Gestão
No cargo de ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Levy adotou um programa de austeridade fiscal e desfez uma série de desonerações concedidas no primeiro mandato de Dilma. Os benefícios incentivavam desde a compra de veículos à redução do preço dos combustíveis.

Levy também endureceu as regras de pagamento do abono salarial para os trabalhadores de carteira assinada que ganham até dois salários mínimos.

O então ministro ainda tentou, sem sucesso, reter até 30% dos recursos do Sistema S, que financia programas de aprendizagem e formação técnica, para cobrir o déficit fiscal de 2016. Por pressão da indústria, o então ministro recuou da ideia.

Ministros
O presidente eleito Jair Bolsonaro desembarca nesta terça-feira (13) em Brasília para intensificar a agenda de transição, definindo inclusive mais nomes para compor a equipe de governo.

Entre as prioridades da semana estão a definição de estratégia para a reforma da Previdência e a definição de, pelo menos, quatro nomes de ministros para as áreas de Meio Ambiente, Defesa, Saúde e Relações Exteriores.

O atual presidente do Banco Central, Ilan Goldjfan, também foi convidado para continuar no próximo governo, mas ainda não se pronunciou. Paralelamente, Guedes trabalha para ver aprovado o mais rápido o possível o projeto que garante a independência do Banco Central.

Há, ainda, expectativas sobre os novos comandos para a Petrobras e o Tesouro Nacional.

Núcleo de Inteligência vai apurar 25 mil indícios de irregularidade em contas de campanhas

As suspeitas envolvem doações e gastos de campanha de candidatos a deputado, senador, governador e presidente

12/11/2018 08:08:04, Foto: Campos 24 Horas

Técnicos do Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, que reúne brersos órgãos de fiscalização, identificaram até o fim de outubro 25.064 indícios de irregularidades nas prestações de contas dos candidatos nas eleições deste ano.

As suspeitas envolvem doações e gastos de campanha de candidatos a deputado, senador, governador e presidente. O total de recursos sob suspeita soma R$ 53,7 milhões. A principal suspeita diz respeito a artifícios empregados por empresas para fazer doações a candidatos, o que é proibido por lei.

O Núcleo de Inteligência envolve especialistas de:

Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Tribunal de Contas da União (TCU)
Ministério Público Federal (MPF)
Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)
Receita Federal
Polícia Federal

São técnicos desses órgãos que vão avaliar se efetivamente houve fraude. Não foram brulgados nomes dos candidatos com indícios de irregularidades nas contas porque a questão ainda será investigada.

Se confirmadas fraudes, doadores de campanhas, fornecedores e políticos beneficiados podem sofrer punições, entre as quais multa, suspensão de repasses de recursos públicos e até cassação do mandato no caso dos eleitos.

Indícios mais comuns

Os indícios de irregularidades mais verificados entre os doadores e fornecedores nas prestações de contas deste ano são os seguintes:

  • Funcionários de empresas - Os técnicos do núcleo de inteligência suspeitam que doações de funcionários de uma mesma empresa para um mesmo candidato sejam uma forma de burlar a proibição de financiamento por parte de empresas. Desde as eleições municipais de 2016, as campanhas só podem receber recursos públicos ou doações de pessoas físicas.

  • Bolsa Família - Também foram registrados casos de doações de cidadãos cadastrados no Bolsa Família e cujas doações são incompatíveis com a renda declarada.

  • Doador morto - Há ainda situações em que o doador já havia falecido, segundo registro de óbito.

  • Empresário parente - Entre os fornecedores, há casos que envolvem empresas que prestaram serviços para a campanha e cujos donos têm relação de parentesco com o candidato, o que é considerado suspeito.

  • Empresas de filiados a partidos - Outra suspeita recai sobre empresas criadas recentemente, depois de 2015, com algum dos sócios filiado a partido político.


Apresentação das contas

A expectativa é de que o total de 25 mil casos com indícios de irregularidade aumente muito porque, depois do fim de outubro, muitos candidatos prestaram novas informações sobre gastos e arrecadação.

Na última sexta-feira (6), o TSE brulgou balanço final de prestações de contas de campanha entregues por partidos e candidatos que disputaram o primeiro turno - das 28.070 prestações de contas aguardadas, foram entregues 19.255, o que corresponde a 68,6% do total. Portanto, 31,4% não entregaram.

Toda a documentação entregue à Justiça Eleitoral por partidos e candidatos é disponibilizada na íntegra no portal do TSE para consulta pública.

Segundo o TSE, a medida permite que candidatos, partidos, profissionais da imprensa, órgãos de fiscalização do Estado e qualquer cidadão tenham acesso aos documentos comprobatórios das prestações de contas dos candidatos e das legendas nas eleições deste ano.

Fonte: G1

Bolsonaro liga para Sílvio Santos e fala sobre um país em que todos sejam felizes

Presidente eleito surpreende e liga para Sílvio durante o Teleton

11/11/2018 14:02:50, Foto: Campos 24 Horas

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que tem intenção de fazer com que todos vivam bem e em harmonia no Brasil. Segundo ele, é preciso “transformar o nosso país” em um local onde todos consigam conviver mais felizes. O esforço, de acordo com Bolsonaro, é conjunto de todos aqueles que contribuem para o governo eleito.

“Tem como transformar o nosso país. Mas não só habitável, mas [um lugar em] que as pessoas possam viver em harmonia e mais felizes.”

Bolsonaro surpreendeu ontem (10) à noite o empresário Silvio Santos, que conduzia o Teleton, uma campanha do SBT em favor de ajuda financeira para a Associação Brasileira de Assistência para a Criança Brasileira (AACB). O presidente eleito ligou direto para o apresentador para pedir doações.

“Sou um fã teu. Tenho acompanhado o Teleton à medida do possível, realmente há um reconhecimento muito grande por parte da sociedade”, disse. “A grande contribuição não é minha. É pedir, respeitosamente, para quem votou em mim ou não, mas é fã do Silvio Santos, que faça uma doação que seja de R$ 5.”

Elogios
Por pouco mais de seis minutos, Silvio Santos conversou, por telefone ao vivo, com Bolsonaro. Fez elogios especialmente à escolha do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça (que agregará a Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf).

“O mérito é dele [Sergio Moro], de atacar o crime organizado”, destacou o presidente eleito. “O homem que nos deu esperança de viver em um país sem corrupção ou com menos corrupção e que possa atacar o crime organizado”, acrescentou.

Silvio Santos agradeceu a Bolsonaro e fez questão de dizer que não o conhece pessoalmente, mas tem uma impressão positiva sobre ele. “A impressão que eu tenho é que é um carioca risonho e brincalhão.”

O empresário afirmou ainda que foi a primeira vez que um presidente da República ligou para ele durante o Teleton e pediu que Bolsonaro não anunciasse publicamente o valor da sua doação.

“É a primeira vez que um presidente me dá este prazer e teve a gentileza de ligar para mim. Gostaria de parabenizá-lo, sei que o Brasil não é um peso leve”, disse Silvio Santos.

Bolsonaro diz que, se fosse Temer, vetaria reajuste para magistrados

10/11/2018 23:11:40, Foto: Campos 24 Horas

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, se fosse o presidente Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A afirmação foi feita hoje (10) em entrevista à Rede Record de Televisão e a gravação foi publicada nas redes sociais de Bolsonaro.

Questionado pelo repórter, o futuro presidente disse que, se a decisão estivesse em suas mãos, vetaria o aumento.

"Agora, está nas mãos do presidente Temer, não sou o presidente Temer, mas se fosse, acho que você sabe qual seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Eu falei antes da votação que é inoportuno, o momento não é esse para discutir esse assunto. O Brasil está numa situação complicadíssima, a gente não suporta mais isso aí, mas a decisão não cabe a mim. Está nas mãos do Temer. Eu, por enquanto, sou apenas o presidente eleito", disse.

Jair Bolsonaro voltou a dizer que o STF "é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada", e que o reajuste do salário dificulta o discurso a favor da reforma da Previdência. "E complica pra gente quando você fala em reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa dos mais pobres, você aceitar um reajuste como esse", afirmou.

O presidente eleito descartou que o Congresso vote esse ano uma emenda constitucional para alterar a Previdência, o que demandaria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro negou que vá usar a reforma da Previdência apresentada por Temer e ressaltou que recebeu propostas de mudanças na legislação infraconstitucional que já tramitam no Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando assumir o mandato.

"Se nós bancarmos uma proposta dessa e formos derrotados [este ano], você abre oportunidade para a velha política vir pra cima de nós. (...) Eu tenho que começar o ano que vem com a nossa proposta e convencer os deputados e senadores a votar a nossa proposta. E tem que ser de forma paulatina, não pode querer resolver de uma hora para outra essas questões", disse.

Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que mudanças nas regras da aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.

"Nós temos compromisso, temos contrato, as pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, tinham um contrato, e você tem que cumpri-los, do contrário você perde a sua credibilidade", afirmou.

Sobre a questão fiscal, afirmou que orientou sua equipe econômica para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Disse, ainda, que vai buscar maior abertura comercial para o país como forma de estimular a economia.

"A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se transforme numa Grécia [que enfrentou recentemente grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e não tivermos a colaboração de todos, sem exceção, nós chegaremos a esse ponto", afirmou.

Balanço da transição
Na entrevista, o presidente eleito fez um balanço dos primeiros dias de transição de governo e as visitas institucionais que realizou na última semana, como o encontro com o presidente Temer, comandantes militares, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e uma solenidade no Congresso Nacional, além da visita na qual recebeu embaixadores de vários países.

Ao comentar a indicação da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura, ele observou o fato de atender uma demanda da bancada do setor no Congresso Nacional.

"Pela primeira vez na história da Câmara, tivemos uma ministra indicada pelos parlamentares do agronegócio e da agricultura familiar. Geralmente, aquele ministério ficava com um partido e atendia apenas os seus filiados", finalizou.

Bolsonaro ganha bananas maduras de amigos de Eldorado Paulista

Na foto, João Evangelista, 63 anos, aposentado, e outros amigos levaram bananas para Bolsonaro

10/11/2018 15:03:54, Foto: Campos 24 Horas

O presidente eleito Jair Bolsonaro recebeu hoje (10), em sua casa no Rio de Janeiro, um grupo de quatro amigos da cidade de Eldorado Paulista (SP), onde cresceu.

O aposentado João Evangelista, de 63 anos, o filho Dani Willian Lopes Corrêa, o genro Murilo de Souza e Fabiano Andrade, sócio do genro, vieram de São Paulo para uma visita e trouxeram de presente dois cachos de bananas, um de banana prata e outro de banana ouro, essa, segundo o aposentado, produzida em Eldorado, no Vale do Ribeira.

“Eu sou amigo de infância [do presidente eleito]. Estudei com ele a vida toda lá. A gente ia pescar, cortar maracujá roxinho”, contou.

Bolsonaro nasceu na cidade de Glicério (SP), de onde a família se mudou para Eldorado.

“Ele chegou a Eldorado Paulista aproximadamente com oito anos de idade e saiu de lá depois que passou no concurso de cadetes do Exército, em Resende, Estado do Rio. Então, ele veio embora com 18 ou 19 anos, todo esse tempo nós passamos juntos. Eu sou de lá mesmo”, concluiu.

João Evangelista disse que, ao saber que o grupo vinha para o Rio de Janeiro, para regularizar documentos para a venda de bananas na Central de Abastecimento da cidade, a irmã do presidente eleito, Denise, pediu que os amigos trouxessem uns cachos para Bolsonaro. “ Foi um fazendeiro de lá que cortou as bananas para trazermos para cá”, completou.

Infância e política
Segundo João Evangelista, durante o encontro o presidente eleito comeu algumas bananas maduras. “Ele falou que vai tentar regularizar esse negócio com o Equador que está pondo banana aqui no Brasil, que parece que não veio de boa qualidade”, disse o visitante.

Evangelista afirmou que a conversa de mais ou menos uma hora com o amigo foi “muito sadia, muito boa”, sobre a infância e política.

“A expectativa dele é totalmente boa e eu acho que vai dar certo [o governo]. Vai dar porque, se depender dele, ele não é cúmplice de ninguém. Ele está escolhendo seus próprios ministros, gente boa, gente de responsabilidade, idônea, então não tem problema nenhum. Acho que o Brasil vai para frente agora”, opinou.

Governador eleito do Rio anuncia tolerância zero com corrupção

10/11/2018 10:10:52, Foto: Campos 24 Horas

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou hoje (9) que terá “tolerância zero” com a corrupção de qualquer funcionário em seu governo. Ele anunciou, nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o nome dos primeiros secretários que comporão sua equipe.“Tolerância zero. Corrupto não tem espaço no meu governo”, anunciou Witzel, son aplausos, no auditório da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), onde foi realizado a entrevista.

Para a Secretaria de Turismo, setor que tem forte participação na economia fluminense, Witzel escolheu o deputado federal Otávio Leite (PSDB). O governador eleito comparou a importância do turismo para o estado com a do petróleo.

“O turismo no Rio de Janeiro é o nosso novo petróleo. É um setor que cresce 4,5% a 5% no mundo, e o desafio que temos é gigantesco. O Rio tem um potencial para receber, por mês, 1 milhão de turistas. Nós podemos ter, por ano, 12 milhões de turistas. É algo que temos de cuidar, pois gerará muitos empregos e oportunidades. Vamos fazer o Rio ser novamente a porta de entrada para o Brasil”, afirnou Witzel.

O novo secretário de Governo será o ex-juiz de futebol Gutemberg de Paula Fonseca. Para a diretoria do Procon estadual, Witzel escolheu Cássio Coelho, bacharel em direito, funcionário de carreira do Tribunal de Justiça e ex-secretário da Guarda Municipal de Paraty.

Ele não revelou o número de secretarias que terá seu governo, mas confirmou a extinção da Secretaria de Segurança e informou que reforçará os comandos das polícias Civil e Militar. Perguntado se manteria a Secretaria de Direitos Humanos ou se a fundiria com outra pasta, o governador eleito disse que ainda não há uma definição.

CNJ quer explicações de juiz e desembargadores sobre HC de Lula

10/11/2018 09:09:48, Foto: Campos 24 Horas

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, vai ouvir no próximo dia 6 de dezembro o juiz federal e os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) envolvidos na concessão e posterior revogação do habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho.

O episódio gerou uma série de decisões contrárias em horas, ao provocar incertezas sobre a soltura do ex-presidente. Serão ouvidos, em audiências separadas e no mesmo dia, o juiz federal Sérgio Moro e os desembargadores Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores Lenz.

As representações recebidas pelo CNJ contra os magistrados foram apensadas em um único Pedido de Providências. Todos já apresentaram suas versões sobre o episódio, mas agora terão de responder a perguntas da Corregedoria do CNJ. O juiz federal Sergio Moro também teve de prestar esclarecimentos. O caso está em segredo de Justiça.

Impasse


Fraveto, em julho, sob o argumento de ter como fato novo, a pré-candidatura de Lula à Presidência da República, concedeu o habeas corpus – soltar o ex-presidente, detido em Curitiba desde abril.

Porém, o juiz Sergio Moro deu uma decisão para que a Polícia Federal não libertasse Lula até uma definição do TRF-4.

Gebran, relator da Lava Jato no TRF-4, determinou que a decisão não fosse cumprida.

Após idas e vindas, o presidente do TRF-4, Thompson Flores, manteve a detenção do ex-presidente. O fato provocou vários questionamentos no CNJ enolvendo, sobretudo, Favreto e Moro.

CNJ decide investigar Moro sobre ida para governo Bolsonaro

09/11/2018 23:11:09, Foto: Campos 24 Horas

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, instaurou hoje (9) um pedido de providências para que o juiz federal Sergio Moro esclareça questionamentos feitos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre sua suposta atividade político-partidária enquanto ainda exercia a magistratura.

As representações foram feitas depois que Moro aceitou o convite para o cargo de ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro. O juiz pediu férias e, antes de se exonerar da magistratura, passou a se reunir com a equipe de transição do governo. Antes, ele se reuniu com Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Martins deu 15 dias para que Moro preste informações, “visando a possibilitar uma melhor compreensão dos fatos”. Pela Lei Orgânica da Magistratura, magistrados não podem exercer atividade político-partidária. Ao todo, foram feitos três questionamentos à conduta de Moro, um por um cidadão, outro pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia e um terceiro pelo PT.

Habeas corpus de Lula

Em outra frente, o corregedor-nacional de Justiça marcou para 6 de dezembro a oitiva de Moro e dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores Lenz.

Os quatro participaram de uma guerra de liminares, em julho, quando Favreto, de plantão, concedeu um habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Decisões contrárias de Moro, Gebran e Flores mantiveram Lula na cadeia.

"Ali perdi meu pai", diz filho após Witzel participar de ato com placa destruída de Marielle

09/11/2018 23:11:25, Foto: Campos 24 Horas

A vida do cozinheiro Erick Witzel, 24, virou de cabeça para baixo há pouco mais de dois meses, quando o então candidato ao governo do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) revelou em uma entrevista ser pai de um filho transgênero --apesar do pedido feito de antemão pelo jovem, para que o ex-juiz federal não tocasse no assunto durante a campanha eleitoral. "Eu não queria a minha imagem e a minha condição de gênero associadas às causas dele", argumenta Erick.

O filho de Witzel, que define a relação com o pai como "fria e distante até aquele momento, mas pacífica", relatou em entrevista ao UOL a decisão de se afastar ainda mais do pai quando viu o então candidato em um ato de campanha em que uma homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL) foi destruída.

Desde a entrevista em que Witzel citou o filho trans, Erick passou a conviver com ataques virtuais de supostos apoiadores do governador eleito.

"Eu nunca disse 'sou trans' no meu trabalho, por exemplo, mas sempre fui respeitado. Daquela declaração até hoje, eu 'ganhei um rosto', um rótulo de filho trans do governador eleito. E não paro de receber ofensas e ameaças constantes no meu Instagram. Muitas vezes de perfis falsos que se dizem eleitores do meu pai, que falam que eu sou a vergonha da minha família, me mandam voltar para o armário, dizem que vão rir quando eu for parar no caixão", conta o cozinheiro, que não falou mais com o pai e cogita formalizar uma denúncia na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática contra os agressores virtuais.

Enquanto via os atos de transfobia aumentarem, o jovem formado em gastronomia também percebia à distância o endurecimento das propostas do pai, que se declarou alinhado politicamente ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e passou a defender o "abate" de criminosos que estejam portando fuzis. As intenções de votos em Wilson Witzel, que giravam em torno de 1% em agosto, saltaram para 59,87% dos votos totais no segundo turno --resultado que deu ao ex-juiz federal a vitória sobre o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e fez dele o próximo governador do Rio de Janeiro.

Fonte: BOL

PF prende Joesley Batista em investigação sobre suposto esquema na Agricultura

Agentes cumprem 63 mandados de busca e 19 de prisão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso

09/11/2018 07:07:59, Foto: Campos 24 Horas

O vice-governador de MG, Antonio Andrade (MDB), os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro foram presos nesta sexta-feira (9) em uma operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Também foram presos o deputado estadual João Magalhães (MG) e o deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), ex-ministro da Agricultura.

A PF faz buscas no gabinete do vice-governador. No total são 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, expedidos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

A operação, um desdobramento da Lava Jato, foi batizada de Capitu e é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Joesley havia sido preso em setembro do ano passado após a Procuradoria Geral da República (PGR) rescindir o acordo de delação premiada firmado com o executivo por suposta omissão de informações nos depoimentos.

Três dias depois, a Justiça expediu novo mandado de prisão contra Joesley, pela prática de "insider trading", que consiste em usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, em outra investigação. Ele deixou a prisão em março deste ano.

Fonte: G1

Bolsonaro diz que vai abrir 'caixa-preta” do BNDES

Nas redes sociais, ele usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidente eleito, é um “anseio” dos brasileiros

09/11/2018 06:06:30, Foto: Campos 24 Horas

O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou nesta quinta-feira (8) a determinação de abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tão logo assuma o governo em janeiro. Nas redes sociais, ele usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidente eleito, é um “anseio” dos brasileiros.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que esse é um anseio de todos”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.

Na quarta-feira (7), o presidente eleito afirmou que essa é uma prioridade para ele. “Vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos que saber onde está sendo usado”.

O BNDES foi alvo de investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci, o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho, além do empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de operações ilícitas.


Fonte: R7

Ex-procurador-geral de Justiça do RJ ligado a Cabral é preso

Delator, operador financeiro de Cabral entregou Cláudio Lopes

09/11/2018 00:12:56, Foto: Campos 24 Horas

O ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, foi preso na noite desta quinta-feira (8). Ele foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Cláudio Lopes é alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que indica que ele recebeu propina para "blindar" a organização chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral.

Um suposto esquema envolvendo Lopes e Cabral consta em delação de Carlos Miranda - o mesmo operador de Cabral cujo testemunho desencadeou a Operação Furna da Onça nesta quinta. O Ministério Público Estadual confirmou a prisão desta quinta, mas não brulgou os motivos.
Em nota, a defesa de Lopes afirmou que "irá tomar as medidas judiciais cabíveis".

O Ministério Público do Estado fez a denúncia no início de outubro contra quatro envolvidos em esquema comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral – entre eles, o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes.

Além de Cabral e Lopes, foram denunciados o ex-secretário de Governo, Wilson Carlos, e Sérgio de Castro Oliveira , conhecido como Serjão. Os quatro foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, além de e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012. O processo está sob sigilo.

O que diz a delação:
Segundo Miranda, que era operador financeiro de Cabral, o ex-procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, recebia uma mesada do ex-governador.

O RJ2 teve acesso ao resumo do que Carlos Miranda contou no anexo 19 da delação premiada. O documento, de 6 de março de 2018, está assinado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Miranda disse que o ex-governador Sérgio Cabral fez pagamentos ilegais ao ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes.

Carlos Miranda relata que, no fim de 2008, durante a campanha de Cláudio Lopes para procurador-geral, Wilson Carlos, então secretário de governo, e Sérgio Cabral, pediram que ele separasse R$ 300 mil para entregar a Cláudio Lopes.

Miranda disse que tal valor deveria ser supostamente gasto na campanha para a eleição de Cláudio Lopes.

O delator conta que os recursos solicitados foram separados e entregues a Sérgio de Castro Oliveira, o Serjão, um dos operadores financeiros do grupo do ex-governador, para entrega a Wilson Carlos, que ficou encarregado de entregar a Cláudio Lopes.

Claúdio Lopes tomou posse como procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro em janeiro de 2009, prometendo combater a corrupção.

Carlos Miranda contou na delação que mesmo depois de assumir o cargo, Claudio Lopes continuou a receber dinheiro do grupo do ex-governador Sérgio Cabral. Segundo Miranda, o procurador-geral recebia uma mesada.

Investigações não foram adiante:
Durante a gestão de Cláudio Lopes, investigações importantes ligadas ao ex-governador não foram adiante. Entre elas, a contratação do escritório de advocacia da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, por concessionárias do estado e o empréstimo do jatinho do empresário Eike Batista ao então governador para uma viagem a Bahia, onde foi comemorado o aniversário do empreiteiro Fernando Cavendish.

Fonte: Globo.com

Lava Jato: Deputados são presos em ação da Polícia Federal no Rio

‘Mensalinho’ da Alerj movimentou ao menos R$ 54 milhões: ‘Propinolândia’, diz procurador

08/11/2018 07:07:40, Foto: Campos 24 Horas

O esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo informou o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Saadi. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Furna da Onça, que investiga um suposto "mensalinho" na Alerj. Os valores chegavam a R$ 900 mil.

A investida cumpriu, até as 11h, 20 de 22 mandados de prisão - dez dos quais, contra deputados estaduais fluminenses, cinco deles reeleitos. “A prisão temporária foi decretada e não será submetida à Alerj”, destacou Carlos Aguiar, do MPF.

Também foi alvo da operação o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o canal entre Alerj e Palácio Guanabara. Estão foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah, em cujas gestões, segundo a força-tarefa, lotearam-se cargos como parte das vantagens indevidas.

  • Alguns dos alvos são:


Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo, preso;
André Correa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente, preso;
Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba, preso;
Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito, preso;
Edson Albertassi (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
Jorge Picciani (MDB), deputado afastado - já em prisão domiciliar;
Leonardo Jacob, presidente do Detran, foragido;
Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito, preso;
Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito, preso;
Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito, preso;
Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito, preso;
Paulo Melo (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal, foragido.

  • Sobrepreço de contratos


De acordo com as investigações, a organização criminosa, chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. Loteamento de cargos no Detran era outra forma de "agrado".

A força-tarefa afirma que o esquema continuou mesmo após as operações do ano passado, quando Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos.

“Estima-se que o valor desviado e pago em propina seja de, pelo menos, R$ 54,5 milhões, dos quais uma parte foi financiada pelo sobrepreço de alguns contratos”, afirmou Ricardo Saadi, superintendente da Polícia Federal.

Procurador-regional da República, Carlos Aguiar explicou que cargos públicos foram dados como moeda de troca, e citou “propinolândia” na Alerj‬.

‪“As investigações demonstraram que esses personagens lotearam o estado do Rio de Janeiro para viabilizar a execução dos seus interesses políticos. Alerj se tornou propinolândia.”

  • Incontrolável


Delegada da PF, Xênia Soares afirmou que o montante dos pagamentos indevidos cresceu tanto que foi preciso "terceirizá-los". “Esses pagamentos eram feitos pelos irmãos Chebar", conta Xênia. No segundo mandato de Sérgio Cabral, eles não conseguiram administrar a quantidade de valores que tramitavam. Então, terceirizavam o serviço de movimentação do dinheiro da organização criminosa que eram dados por ordem de Carlos Miranda para os doleiros Juca e Toni", detalha.

Affonso Henrique Monnerat, secretário de Pezão, é o personagem que faria o canal entre os deputados e o Executivo no esquema. Segundo o procurador Carlos Aguiar, "Não há indícios de que o atual governador esteja envolvido nos pagamentos".

"Parte do dinheiro vinha do doleiro Álvaro Novis e era passado pela Fetranspor aos presidentes da Alerj. Outra parte vinha do dinheiro de obras feitas pela Odebrecht no Estado", disse Xênia Soares.

A OPERAÇÃO

A Polícia Federal prendeu 20 pessoas em um desdobramento da Operação Lava Jato na manhã desta quinta-feira (8). Dos 22 mandados de prisão, 10 são contra deputados estaduais do Rio de Janeiro. Entre os alvos da Operação Furna da Onça está Affonso Monnerat, secretário de governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). O governador não é investigado. As investigações apontam que os envolvidos recebiam propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil - além de cargos.

Três dos parlamentares foram presos no ano passado: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. O deputado estadual Chiquinho da Mangueira foi preso por volta das 7h25 desta quinta-feira; André Corrêa, seu colega de Alerj e ex-secretário de Meio Ambiente, às 8h10.

A investida, desta vez, mira esquema de compra de apoio político de parlamentares. O alvo é o grupo político da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral, que comanda o estado há mais de 10 anos. O nome da operação é referência a uma sala localizada ao lado do plenário da Alerj onde deputados se reúnem para rápidas discussões antes das votações.

A organização criminosa, chefiada por ex-governador preso, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. De acordo com as investigações, o “mensalinho” era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. De forma ilícita, os parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em brersos órgãos públicos do estado, como o Detran, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no Palácio Guanabara, sede do Executivo Fluminense, e no anexo da Alerj.

  • Alguns dos alvos são:


Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo;
André Correa (DEM), deputado estadual e ex-secretário estadual de Meio Ambiente, preso na Barra;
Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba, preso na Barra;
Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito;
Edson Albertassi (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
Jorge Picciani (MDB), deputado afastado - já em prisão domiciliar;
Leonardo Jacob, presidente do Detran;
Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito;
Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito;
Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito;
Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito;
Paulo Melo (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal;

A operação foi determinada por desembargadores da 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e se debruça também sobre a atual gestão do governo estadual, apesar de não haver citação direta ao governador Luiz Fernando Pezão.

  • Operação Cadeia Velha


Deflagrada em novembro de 2017, a operação levou para a cadeia os deputados Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi e investigou esquema de corrupção em que os deputados usavam da sua influência para aprovar projetos na Alerj para favorecer as empresas de ônibus e também as empreiteiras.

Atualmente, Jorge Picciani está em prisão domiciliar por causa de sua saúde e Paulo Mello e Albertassi seguem presos em Bangu.
Esta semana, o RJ2 mostrou trechos de escutas gravadas com autorização da Justiça na época da Cadeia Velha. Os áudios trazem Picciani articulando para sair da prisão, horas antes de se entregar, e o braço direito do então presidente da Alerj negociando recolhimento de propina.

Fonte: G1

Senado aprova reajuste salarial de 16% para ministros do STF

07/11/2018 22:10:14, Foto: Campos 24 Horas

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projetos de lei que concedem aumento aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao procurador-geral da República. O reajuste altera o subsídio dos 11 integrantes do STF e da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil e provoca um efeito cascata sobre os funcionários do Judiciário, abrindo caminho também para um possível aumento dos vencimentos dos parlamentares e do presidente da República.

A proposta relativa aos membros do STF teve 41 votos favoráveis, 16 contra, e uma abstenção, após os senadores aprovarem, na tarde de ontem (6), a inclusão do texto na Ordem do Dia de hoje. Já o projeto do salário do procurador-geral da República foi aprovado de forma simbólica pelo plenário.

A votação provocou brergências entre os senadores desde o início do dia, depois que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, manifestou “preocupação” com a possibilidade de reajuste. Segundo Bolsonaro, o momento não é adequado para o aumento.

Câmara


A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas tramitava no Congresso desde 2016, depois de ter ficado paralisada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Neste ano, o Supremo aprovou um reajuste de 16% no salário dos ministros da Corte a partir de 2019.

Escolhido como relator de plenário, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) alterou o texto para adequar o reajuste, informando que não haverá efeito retroativo para os anos anteriores.

"É importante registrar às senhoras e senhores que existe um compromisso assumido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal de extinguir o auxílio-moradia hoje pago aos membros do Poder Judiciário, anulando assim o impacto orçamentário", afirmou Fernando Bezerra, ao encaminhar voto favorável ao projeto.

Reações


Antes mesmo da votação, alguns senadores já criticavam a medida. A senadora Regina Sousa (PT-PI), por exemplo, defendeu que a matéria não entrasse em pauta.

"Eu não acredito que este Senado vá votar a favor disso, porque, ao mesmo tempo em que se quer votar reajuste para quem está no andar de cima, no último andar, há um projeto para adiar o reajuste dos servidores para 2020. Que contradição é essa? Não tem para os servidores, não pode ter para os magistrados também. Sem falar no efeito cascata para os Estados", afirmou Regina Sousa.

Após anunciar o resultado, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), esclareceu que os projetos foram colocados em pauta de forma legítima e transparente. Segundo Eunício, a Procuradoria-Geral da República não vai extrapolar a Emenda do Teto dos Gastos, que limita o aumento das despesas públicas durante 20 anos.

Eunício lembrou também que o requerimento de urgência para votação das propostas foi aprovado ontem na presença dos senadores.

Ao defender a aprovação do projeto, o senador Romero Jucá (MDB-RR) disse que o Judiciário é responsável por decidir internamente sobre os gastos. "Estamos votando aqui uma mensagem do Poder Judiciário, que é independente, que tem autonomia orçamentária e financeira."

O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) lembrou que tramita na Câmara uma proposta de emenda à Constituição que acaba com o efeito cascata sobre os salários dos magistrados federais a cada reajuste dos ministros do STF. "Com a responsabilidade de quem paralisou esse reajuste desde 2016, eu quero dizer que vou ajudar neste momento a não trincar as relações entre os Poderes e dando um crédito de absoluta confiança ao presidente do STF [Dias Tóffoli] de quem eu ouvi que vai acabar com o auxílio-moradia e retirar outros penduricalhos", afirmou.

Responsabilidade fiscal


Relator do projeto na CAE que havia emitido um parecer contrário ao texto, Ricardo Ferraço (PSDB-ES) disse que a matéria viola a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição, já que não há dotação orçamentária suficiente para o aumento.

"O cálculo feito pela Consultoria do Senado dá conta de que esta matéria impacta as contas nacionais em torno de R$ 6 bilhões. E aí vale perguntar: como fará o estado quebrado e falido do Rio de Janeiro? Como fará o estado quebrado e falido do Rio Grande do Sul e até o de Minas Gerais? Porque existe o efeito cascata. Esse impacto trará aos nossos estados enormes consequências", questionou.

Para Roberto Requião (MDB-PR), o problema está na falta de informações sobre a extensão do reajuste. Ele disse que mandou fazer um levantamento sobre os salários dos juízes e desembargadores do Paraná, estado que tem em torno de 1.150 juízes.

"Seiscentos juízes receberam, em setembro, mais do que R$ 60 mil. Então, isso desarma esta conversa de que [o reajuste] vai ser diminuído porque liquidarão o auxílio-moradia. O auxílio-moradia é irrisório, são R$ 4 mil. Quero dizer a vocês que eu sou daqueles que votariam um bom salário, se eu soubesse qual é o bom salário", disse o senador, informando que mais da metade dos tribunais de Justiça dos estados não revelaram ao STF o salário dos seus juízes.

Após 27 homens, Bolsonaro nomeia quatro mulheres para equipe de transição

Presidente eleito anunciou três mulheres militares e uma doutora em economia, inaugurando mulheres em sua equipe de transição de governo

07/11/2018 16:04:04, Foto: Campos 24 Horas

Após o anúncio de 27 homens para compor a equipe de transição de governo e o estranhamento causado pela falta de brersidade de gênero, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deve incluir quatro mulheres nessa equipe.

Os nomes foram levantados ontem (6) e devem ser publicados no Diário Oficial da União nos próximos dias. Três estão ligadas ao Exército. As quatro mulheres que farão parte da transição:

Clarissa Costalonga e Gandour – Doutora em economia, com ênfase em desenvolvimento econômico, pela PUC-Rio;
Liane de Moura Fernandes Costa – Ex-tenente do Exército, formada em engenharia ambiental pela Fundação Universidade Federal do Tocantins;
Márcia Amarílio da Cunha Silva – Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e especialista em segurança pública;
Silvia Nobre Waiãpi – Tenente do Exército, primeira militar indígena a integrar as Forças Armadas.



Dos 27 nomes que constam da lista, 22 são indicados pela transição e cinco pelo governo de Michel Temer, por já serem servidores públicos.

Entre os nomeados para a equipe que comandará a transição estão Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; Marcos Pontes, já confirmado no Ministério de Ciência e Tecnologia; e general Augusto Heleno, que assumirá a Defesa.

TRE/RJ acolhe parecer do MP e mantém condenação de réus da Op. Chequinho

07/11/2018 15:03:19, Foto: Campos 24 Horas

Acolhendo parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) manteve a condenação de quatro réus da Operação Chequinho, que investigou compra de votos em Campos dos Goytacazes (RJ) nas eleições de 2016. Eles foram condenados pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa por usarem de forma indevida o programa de redistribuição de renda Cheque Cidadão, da Prefeitura de Campos, para angariar votos ao grupo político de Anthony Garotinho.

A ex-coordenadora do programa Cheque Cidadão Gisele Koch e a ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Ribeiro tiveram suas penas aumentadas para cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto, e terão de pagar 10 dias-multa (valor definido pelos magistrados). A nova pena é a mesma aplicada aos ex-vereadores Ozéias Martins e Miguel Ribeiro pela 76ª Zona Eleitoral de Campos, que havia condenado as rés a dois anos e nove meses em regime aberto.

Os réus recorreram da decisão, alegando a inexistência dos crimes imputados e que não caberia à Justiça Eleitoral julgá-los. As defesas ainda apontaram a nulidade da busca e apreensão na Secretaria de Desenvolvimento Humano Social, a suspeição do promotor responsável pelo caso e o direito a foro privilegiado. A PRE/RJ rebateu as defesas e sustentou pela competência da Justiça Eleitoral, argumentando que o foro por prerrogativa não se estende aos vereadores em caso de crimes eleitorais.

Na manifestação, a PRE/RJ narrou que, entre maio e agosto de 2016, houve um aumento de 17.515 entre os beneficiários do Cheque Cidadão. De acordo com documentos, muitas pessoas incluídas no programa não constavam nas listas oficiais de controle e não eram submetidas aos critérios de seleção exigidos pela legislação municipal.

“As provas demonstram, de forma inequívoca, a existência de um estratagema criminoso que deturpou a utilização do referido programa social, de forma espúria e sabidamente ilícita, em favor de um grupo político, nas eleições municipais de 2016, a fim de perfazer uma robusta bancada de parlamentares perante a Câmara de Vereadores de Campos”, afirmou o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, ressaltando que a ideia era garantir sustentação política ao candidato Dr. Chicão, pretenso sucessor da então prefeita Rosinha Garotinho.

Fonte: Ascom/Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ

Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

Às 16h será a primeira vez que Bolsonaro e Temer se encontrarão para selar o início simbólico do governo de transição

07/11/2018 12:12:26, Foto: Campos 24 Horas

No segundo dia em Brasília após a vitória no segundo turno, o presidente eleito Jair Bolsonaro inicia hoje (7) formalmente o governo de transição ao se reunir, à tarde, com o presidente Michel Temer. Paralelamente, vários ministros já confirmados na futura gestão estão em Brasília para despachos e reuniões.

Bolsonaro começa o dia com um café da manhã com o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Ele também tem agendados encontros com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

Às 16h será a primeira vez que Bolsonaro e Temer se encontrarão para selar o início simbólico do governo de transição. Em várias ocasiões, o presidente eleito elogiou o antecessor por estar repassando informações e facilitando para a equipe que assumirá em 2019.

Equipes dos dois presidentes trabalharão juntas para reunir dados e sanar dúvidas, no esforço de dirimir dificuldades para o governo eleito até o final de dezembro. Por parte de Bolsonaro, 27 pessoas, inclusive cinco sem remuneração, foram nomeadas e estão trabalhando.

As equipes vão atuar em 10 frentes de trabalho, brididas por eixos temáticos, sob a coordenação dos ministros extraordinário Onyx Lorenzoni e da Casa Civil, Eliseu Padilha. Temas de economia, segurança, política e social serão abordados. A previsão é analisar as questões em três etapas: avaliação, diagnóstico e considerações para eventuais propostas de mudanças.

Bolsonaro pretende ir hoje (7) ao Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde funcionará o governo de transição. O local, que fica a 8 quilômetros da Esplanada dos Ministérios e 4 do Palácio do Planalto, serve de gabinete de transição desde a primeira eleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro diz que ministério das Relações Exteriores vai para um diplomata

Bolsonaro disse que a mudança seria feita em respeito a uma decisão do povo israelense

07/11/2018 12:12:33, Foto: Campos 24 Horas

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira, 6, que pretende escolher um diplomata de carreira como ministro das Relações Exteriores. “Será um diplomata. Poderia nomear um militar, mas quero quadro de carreira”, disse.

Sem assessoramento claro na área internacional, Bolsonaro acenou à diplomacia do Itamaraty em meio a uma crise com países do mundo árabe provocada pelo anúncio de que pretende transferir a Embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém.

A troca é um sinal de que o Brasil reconhece a cidade santa, foco do conflito com a Palestina, como capital de Israel. O Estado da Palestina também reivindica a cidade como capital.

Bolsonaro disse nesta terça que a mudança seria feita em respeito a uma decisão do povo israelense. “O que eu estou falando é o seguinte: para nós não é um ponto de honra essa decisão. Agora, quem decide onde é a capital de Israel é o povo, é o Estado de Israel. Se eles mudaram de local…”, disse.

Ele classificou como prematura a suspensão, por parte do Egito, da visita do atual chanceler, Aloysio Nunes Ferreira, com empresários ao país, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. “Pelo que vi, é também questão de agenda. Agora, acho que seria prematuro um país anunciar uma retaliação em função de uma coisa que não foi decidida ainda.”

A transferência da embaixada é apoiada por líderes evangélicos que fizeram campanha para Bolsonaro. “Jerusalém, desde que David a fundou, sempre foi capital do Estado de Israel. Onde Jerusalém foi capital do mundo árabe? Eu não conheço na história. Ele (Bolsonaro) acha que é um Estado soberano, que tem o direito de colocar a capital onde quiser”, disse o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos líderes mais próximos de Bolsonaro.

“Não houve pressão dos evangélicos, mas nós somos 100% a favor disso, ou pelo menos 99,9%, se tiver algum esquerdopata gospel aí”, disse Malafaia.

O pastor não acredita que a reação dos países árabes fará Bolsonaro mudar de ideia e diz que nenhum deles deixou de negociar com os Estados Unidos depois da mudança da embaixada americana para Jerusalém. “Quando Bolsonaro mudar a embaixada para Jerusalém, o Brasil vai ser abençoado como nunca. É a minha fé.”

Israel também está na lista das primeiras viagens internacionais anunciadas pelo presidente eleito, ao lado dos Estados Unidos e do Chile.

Fonte: Estadão Conteúdo

Paulo Maluf é internado no hospital Sírio Libanês

O ex-deputado se recupera de uma pneumonia e, de acordo com informações de sua assessoria de imprensa, deve ter alta na quinta-feira

07/11/2018 11:11:02, Foto: Campos 24 Horas

Paulo Maluf foi internado na tarde de terça-feira (6) no hospital Sírio Libanês para tratar de uma pneumonia.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do político, Maluf deve ter alta na quinta-feira (8). O hospital não brulgou boletim médico.

Maluf (PP) teve seu mandato de deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados no último dia 22 de agosto. Ele foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal)  a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro e cumpre a pena em regime domiciliar. Ele se entregou à PF em São Paulo no dia 20 de dezembro de 2017.

Fonte: R7

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