30/07/2022, 06h49, Foto: Campos 24 Horas/arq.

(Vídeo da entrevista ao final da página) - Pré-candidata ao Senado da República, a deputada federal Clarissa Garotinho (União Brasil) afirmou que se sente preparada para um novo desafio em sua trajetória política, com ânimo renovado na busca de uma nova experiência parlamentar, e já antecipa pautas importantes e até então ignoradas, que pretende resgatar, como a reparação dos prejuízos que o Rio teve com a transferência da capital para Brasília, além das propostas para  mulheres e jovens. Na pauta de costumes e valores morais, se posicionou em relação ao aborto e outros temas. Ela também fala em jogo duro contra a pedofilia e casos de estupro. Também comenta a respeito da redução da maioridade penal, além de criticar banqueiros do país. Clarissa Garotinho concedeu entrevista, nesta sexta-feira (29), ao Programa Radar 24 Horas, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio e veiculado nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas. (leia abaixo)


“Minha candidatura ao Senado representa algo muito importante para o nosso Estado porque infelizmente, por muito tempo o Rio de Janeiro elegeu senadores que se comportam como deputados federais. Qual diferença entre deputado e senador? O deputado defende uma região ou uma bandeira especifica. A grande diferença é que senador representa o Estado, não uma região ou parcela da sociedade. E o Estado Rio não é um estado qualquer, mas um estado que tem o Rio, que foi capital República durante 200 anos e não recebeu indenização alguns com a transferência da capital para Brasília. Vamos lutar por isso”, disse a deputada. (leia mais abaixo)


Quando foi erguida para ser capital, Brasilia recebeu o Fundo Constitucional do Distrito Federal, para a consolidação da nova capital, hoje em torno de R$ 14 bilhões. “À época até acho razoável porque que Brasília precisava deste aporte da União para que a nova capital se estabelecesse.  Só que hoje Brasilia tem receita própria. A capital está ali há 50 anos e hoje tem um orçamento maior que a receita corrente líquida da 14 estados brasileiros. Nós temos que discutir isso. O Rio perdeu tudo, e todas as compensações prometidas ao nosso estado não vieram, está na hora de cobrar esta fatura. Agora, nós precisamos de um senador que conheça a história, o problema e tenha capacidade de discutir tudo isso”, lembrou a deputada.   (leia mais abaixo)


COBRANÇA DE INDENIZAÇÃO - Clarissa percebe a diferença logo quando desembarca na capital federal. “Quando chego a Brasília como deputada, desço do avião e vejo o Plano Piloto, aqueles ministérios, aquela economia forte, com geração de empregos, a polícia mais bem paga do Brasil, os bombeiros mais bem pagos do Brasil, penso que tudo isso aqui saiu de dentro do Estado do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro empobreceu depois transferência capital. Nos prometeram compensações que não foram cumpridas até hoje”, explicou. (leia mais abaixo)


A deputada fala com desenvoltura de quem se aprofundou em torno do assunto e pretende utilizar o conhecimento acumulado para debater o assunto e lutar pela causa. “É preciso que tenhamos um senador que conheça nossa história e tenha capacidade colocar essas questões na mesa na hora de fazer as negociações nestas e outras questões extremamente importantes para nosso estado”, afirmou. (leia mais abaixo)


IMPOSIÇÃO - Clarissa criticou o tratamento dado ao Rio e as condições a que o Estado tem sido submetido com o Regime de Recuperação Fiscal. “Hoje vivemos debaixo do Regime de Recuperação Fiscal feito assinado lá atrás, no passado, de forma irresponsável. O Rio de Janeiro não consegue pagar uma só parcela do Estado União. Então o que fizeram? Impuseram o seguinte: durante três anos vamos fazer um acordo, podendo prorrogar por mais três, vocês não vão pagar essa parcela, mas depois quando prazo se expirar você vai pagar a parcela do mês vigente e a do mês anterior. Duas parcelas simultâneas. Ora, um estado que não tem condições de pagar uma, vai pagar duas parcelas de uma só vez? Ou seja, isso vai deixar o Rio numa situação muito difícil”.   (leia mais abaixo)


A venda da Cedae faz o Rio respirar financeiramente, mas Clarissa lembra que a estabilidade tem prazo de validade. “Hoje o governo do Rio de Janeiro tem condições de fazer investimentos por causa da venda da Cedae. Mas são recursos momentâneos nos cofres do Estado. É um dinheiro finito que não faz parte do seu orçamento, que vai acabar ali adiante, como vai acabar o Regime de Recuperação Fiscal em breve. E depois?”, indagou. (leia mais abaixo)


“E aí, o que nós faremos? O Rio entrará num colapso financeiro? Vamos ter novamente atrasar salários? O que nós temos que dizer lá no Senado é que o Brasil tem uma dívida histórica com o Rio. Uma dívida que tem que ser paga”, enfatizou. (leia mais abaixo)


SEM RESSENTIMENTOS COM O UNIÃO BRASIL - Clarissa não guarda ressentimentos do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, que negou a vaga para Anthony Garotinho, seu pai, para ser candidato a governador. E garante que nem a família carrega mágoas do político pernambucano. (leia mais abaixo)


“Garotinho, em dado momento, ao perceber que não teria como construir sua candidatura ao governo do Estado, preferia não ser candidato a nada. Mas o próprio partido e a nossa família fizeram ver a ele que, pela experiência que tem, sua presença é importante para o Brasil, nosso Estado e a região. O partido tem nos dado todas as condições de trabalhar e exercer nosso mandato. Hoje sou membro da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara. O União Brasil fechou minha candidatura ao Senado e não criaremos nenhuma dificuldade. O partido, assim como a política, é uma construção, e respeitaremos a decisão da direção nacional”. (leia mais abaixo)


GOSTA DE DESAFIOS -Um novo desafio na sua carreira política lhe move e injeta renovado estado de ânimo. “Quando partido me fez convite imediatamente aceitei porque era um desejo que trazia no meu coração. Muitos me questionam sobre esta opção já que eu teria uma eleição tranquila para deputada estadual poderia fazer uma dobradinha com Garotinho ou uma reeleição garantida para federal, então porque arriscar eleição do senado que tem uma só vaga? Todas pesquisas me apontam primeiro lugar, tanto para deputada estadual como federal. Eu respondo que não sou apegada a nenhum cargo, que alguma coisa de político profissional. Seria muito fácil pra mim, mas seria coisa de gente acomodada eu gosto desafios. No Senado, vou lá pra defender meu estado, e lá terei chance de fazer ainda mais”, avaliou. (leia mais abaixo)


“Estou entusiasmada com esta nova missão e feliz com desafio. Todos os dias acordo pensando na estratégia de campanha, esta semana fechamos nossa equipe de marketing e de TV, estamos construindo acordos políticos importantes, o Vaguinho, presidente estadual do partido, fez uma reunião com todos os candidatos a deputado federal e estadual para caminharmos juntos, enfatizando que o partido não poderia ficar sem uma representação na disputa da majoritária. Afinal o União Brasil é o maior partido do Rio e do Brasil e não poderia ficar sem um representante numa eleição tão importante como essa”. (leia mais abaixo)


COSTUMES - A pauta de costumes e valores morais esta na agenda de Clarissa. “Minhas propostas são muito claras neste campo. Tenho posições firmes em relação ao aborto, sou evangélica e, assim como os católicos, defendo esses princípios cristãos quanto a valorização da vida que é algo sagrado. Existem grupos feministas afirmando que a mulher tem direito ao uso do seu próprio corpo. É um discurso completamente equivocado. A vida é sagrada, não permitirei, e essa pautas irão nortear minha campanha, assim como sou contra crianças com seis anos ter acesso a kit e cartilhas que foram recomendados pelo Ministério da Educação tratando da identidade de gênero. Crianças não podem ter acesso a esse tipo de conteúdo nas escolas”. (leia mais abaixo)


ROYALTIES - A questão dos royalties também é outro desafio a ser enfrentado por Clarissa, caso seja eleita. “A batalha dos royalties não está vencida ainda, nós fomos derrotados na votação no Congresso e estamos pendurados numa liminar no Supremo Tribunal Federal. Infelizmente os senadores a época não tiveram posição tão firmes como nós da bancada na Câmara Federal tivemos. Se perdermos isso vai decretar falência do Estado do Rio, sobretudo os municípios produtores de petróleo. Não podemos permitir que a liminar seja votada porque será, infelizmente, um desastre econômico com a decretação da falência do nosso estado”.   (leia mais abaixo)


Clarissa considera que no Senado o debate em torno dos royalties será mais equilibrado. “O Senado representa a federação, cada estado tem três representantes ali, que é onde se debate temas federação. Há um equilíbrio maior de forças, enquanto na Câmara o número de deputados é proporcional à população cada estado”. (leia mais abaixo)


CARTAS NA MANGA - A representante do União Brasil na Câmara, no entanto, considera que alguns aspectos importantes tornam a causa legitimamente favorável ao Estado do Rio. “Há duas coisas muito importantes: os royalties entram nas receitas orçamentárias dos produtores como indenização pelos impactos causados pela exploração, e você não pode indenizar estados e municípios que não produzem petróleo”. (leia mais abaixo)


Outra questão, analisa Clarissa, é que na discussão da Assembleia Constituinte, o Rio e outros estados produtores já ficaram bastante prejudicados em relação aos tributos cobrados na produção de petróleo.   (leia mais abaixo)


“Na Constituinte, o pacto federativo foi muito prejudicial ao Rio quando foi definido que o ICMS do petróleo não seria taxado na origem, mas no destino. Na rediscussão do novo pacto federativo precisamos levar em consideração que nós perdemos na taxação do petróleo na origem. E agora querem nos levar também os royalties?”, ponderou. (leia mais abaixo)


MAIORIDADE PENAL - O projeto para a redução da maioridade penal está no Senado, e Clarissa promete brigar para que entre em logo em pauta. “Já fui contra a redução da maioridade no passado, mas hoje, aos 40 anos, a gente vai amadurecendo e tenho plena consciência de que um jovem de 16 anos não é o mesmo de 15 anos atrás. Com internet ele tem mais acesso à informação que no passado, assim como direitos e garantias no passado, a exercer o direito máximo numa democracia que é escolher um presidente República e não podem cumprir penalmente por seus erros. Não aguentamos mais ver tantos assaltos e outros crimes sendo cometidos por jovens de 16 ou 17 anos com pleno conhecimento de seus atos e se escondem atrás impunidade e benefícios da lei”. (leia mais abaixo)


Clarissa também pretende jogo duro contra a pedofilia. “Precisamos de penas mais duras também no combate à pedofilia. Não podemos permitir que uma rede de pedófilos no Brasil continue agir quase impunemente. Estupradores, me perdoe, mas cadeia é pouco para estuprador. Estou cansada de ver mulheres e crianças sendo violadas todos os dias por estupradores que cumprem penas e vão trabalhar e hospitais ou escolas, que é um um lugar de proteção das crianças. É um absurdo o número mulheres estupradas todos os dias, crianças perdendo sua inocência e a infância. Essa é uma discussão que vamos encarar de frente”. (leia mais abaixo)


BANQUEIROS E O PIX - Clarissa desdenhou do manifesto pela democracia lançado por diferente setores da sociedade e atribuiu a interesses contrariados. “Foi, na verdade, o manifesto dos banqueiros. Depois que o presidente Jair Bolsonaro criou o PIX, os bancos deixaram de faturar R$ 40 bilhões, lógico que ficaram insatisfeitos”. (leia mais abaixo)


Sobre a disputa presidencial, defendeu o o governo e o presidente Bolsonaro. “No passado, o que a gente já viu foram malas com dinheiro ou na cueca, a Petrobras quebrada, entre outras mazelas. O governo enfrenta problemas que são reflexos economia mundial, e o Brasil não é uma ilha. O Reino Unido estava vivendo a maior inflação dos últimos 40 anos, a Argentina está com 60% de inflação. Expectativa para este ano é de que nós tenhamos uma inflação é menor que os EUA. O Brasil não está numa situação ideal, mas isso é no mundo inteiro. Afinal de contas soferemos reflexos pandemia que nossa geração nunca conheceu, uma guerra no leste europeu. O PT já teve chance governar o país durante 15 anos, e os resultados a gente já viu”.  (leia mais abaixo) 


PELO SOCIAL - A deputada ponderou que não convém julgar um governo sem levar em conta três anos debaixo de uma pandemia. “Dizem que Bolsonaro não é sensível com pessoas mais pobres. Se isso fosse verdadeiro assim eu jamais o apoiaria. Sou de uma família que tem compromisso social, que criou 66 programas sociais neste Estado, que montou uma rede proteção como restaurante popular, a farmácia popular, e jamais o apoiaria se não tivesse sensibilidade social”.   (leia mais abaixo)


Clarissa lembrou as políticas de Bolsonaro. “Pegou o Bolsa Família que tinha uma média de R$ 180,00, que ele transformou no Auxílio Brasil, pagando R$ 400,00 e agora, a partir de agosto, já será pago R$ 600,00, mas que também permitiu que o jovem com nome sujo renegociasse a dívida com o Fies, dobrou valor do vale-gas, instituiu auxilio para caminhoneiros e inseriu programas de distribuição de renda para 4 milhões de pessoas a mais do que tínhamos anteriormente. É um governo que precisa ter mais uma chance”.   (leia mais abaixo)


ROMÁRIO - Sobre seus concorrentes, Clarissa alfineta o senador Romário, o líder nas pesquisas, com quem irá disputar os votos dos conservadores. “Independente de posições partidárias, pelos valores conservadores que defendo, sempre tive votos pessoas da direita. Romário, antes de ir para o PL, era do partido do Freixo. Com todo respeito ao Baixinho, sou fã dele jogando futebol, mas nosso Senado está precisando de gente que conheça nossa história, as vocações do nosso Estado, que esteja preparado para debates maiores e colocar o Rio no cenário que ele precisa, não pra visitar cidades jogando futebol. O papel de senador é diferente. Eu me sinto preparada para fazer estes debates. Cumpri todas as esferas do Legislativo, fui vereadora de uma capital, deputada estadual e depois fui eleita e reeleita deputada federal”. (leia mais abaixo) 


Por fim, em meio às pautas nacionais, Clarissa se compromete a continuar na defesa dos interesses de Campos e região. Lembra que trouxe recursos em emendas para o Hemocentro e o novo pronto socorro do Hospital Ferreira Machado e reforma de escolas, entre outras melhorias. (leia mais abaixo)


“Nenhum outro pré-candidato ao Senado poderá fazer tanto mais por esta cidade do que Clarissa Garotinho, que é filha da terra, conhece a região, tem pai e mãe que já governaram esta cidade e tem um irmão agora prefeito. Da mesma forma que em meu mandato deputada dediquei o especial carinho e atenção, obvio como senadora terei igualmente um olhar especial”, finalizou.


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