12/05/2022, 15h19, Foto: Divulgação

A 1ª Vara Especializada da Capital determinou a prisão preventiva de Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como rei Arthur. O pedido foi feito com base numa denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve ainda na Justiça o afastamento do delegado Ângelo Ribeiro de Almeida Junior da Polícia Civil e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde trabalhava como assessor.  (leia mais abaixo)


Segundo a denúncia, Arthur Soares é acusado de pagar propina a Ângelo em troca de proteção em inquéritos tributários da Delegacia Fazendária (Delfaz), na época em que o delegado estava à frente. (leia mais abaixo)


Atualmente, o empresário está nos Estados Unidos, onde foi condenado, no último dia 7, pela Justiça americana pelo caso de manipulação e compra de votos na escolha do Rio como cidade sede das Olimpíadas de 2016. A pena é de liberdade condicional, em que precisa nos primeiros seis meses ser cumprida em uma casa de reabilitação para condenados na Justiça e pelo mesmo tempo em seguida em prisão domiciliar. A condenação também prevê que "Rei Arthur" cumpra 150 horas de serviço comunitário. (leia mais abaixo)


A denúncia do MPRJ foi aceita na 1ª Vara Especializada da Capital, que ainda determinou a expedição de ofício à Interpol solicitando a extradição de Arthur. (leia mais abaixo)


De acordo com o MPRJ, outras pessoas faziam parte do esquema, e constam na denúncia: Renata Andriola de Almeida, mulher do delegado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Eliane Pereira Cavalcante e Claudio de Albuquerque Haidamus, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. (leia mais abaixo)


Em um dos casos para obter benefícios relacionados a empresas das quais era sócio ou tinha interesses, segundo a denúncia, em inquéritos policiais que tramitavam na Delfaz, o empresário transferiu em agosto de 2014, R$ 2 milhões para que o delegado e a mulher dele "adquirissem a franquia do restaurante L’Entrecôte de Paris, em Ipanema, através de um simulado contrato de mútuo. Diversas versões do simulado contrato foram localizadas no decorrer da investigação". Dessa forma, teria sido possível encobrir a propina acordada. (leia mais abaixo)


Ângelo esteve lotado na delegacia entre 2008 e 2015, período em que inquéritos relacionados a Arthur tramitavam sem terem sido concluídos e em que houve mudança no padrão de vida do delegado, segundo as investigações, que tiveram início em 2018. (leia mais abaixo)


Em nota, a Alerj disse que "ainda não foi notificada. Mas antecipa que irá cumprir a determinação judicial. Ângelo trabalha na Alerj desde 2015 em atividade relacionada à segurança". A Polícia Civil não retornou. (leia mais abaixo)


Em nota enviada ao G1, a defesa do delegado, os advogados Rafael Faria e Laura Marconi, diz: "É lamentável que um contrato de mútuo real, devidamente instrumentalizado por transações bancárias formais, tanto do empréstimo, quanto de suas quitações, possa dar ensejo a uma interpretação tão equivocada. Muito menos houve qualquer arquivamento de investigação em benefício do referido empresário. A defesa tem certeza que os fatos serão devidamente esclarecidos e que a Justiça reconhecerá a improcedência da denúncia." (leia mais abaixo)


A reportagem tenta contato com a defesa do empresário Arthur César de Menezes Soares Filho.


Fonte: Extra

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