23/05/2022, 16h51, Foto: Divulgação

Desde o final de janeiro de 2022, o autoteste de Covid está liberado para a venda no Brasil. O autoteste é uma forma de diagnosticar o coronavírus em caso de suspeita de infecção. Basta a pessoa ir até a farmácia e comprar. (leia mais abaixo)


Mas se pessoa fez o autoteste de Covid e deu positivo, o que ela deve fazer com o resultado?

Caso o resultado dê positivo, o paciente precisa procurar um serviço de saúde para realizar o exame de confirmação do diagnóstico, notificação e orientações quanto à doença, orienta o Ministério da Saúde. (leia mais abaixo)


Ou seja, o autoteste não substitui os testes de laboratório e não define diagnóstico. "O autoteste é uma estratégia complementar à política de testagem e não substitui os testes, uma vez que podem ocorrer erros na execução ou interpretação do exame", diz o ministério. (leia mais abaixo)


“O caráter do autoteste é orientativo e o mesmo serve como triagem para orientar o usuário sobre o risco de transmissão do vírus e as medidas que podem ser adotadas”, complementa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela aprovação dos autotestes. (leia mais abaixo)


Em janeiro, antes da aprovação, a Anvisa exigiu uma política pública com regras para a notificação dos resultados, que o ministério não apresentou. A aprovação do autoteste saiu apenas no fim do mês e o Ministério da Saúde manteve a posição de não exigir o cadastro de cada caso positivo e incluí-lo na contabilidade do avanço da pandemia. (leia mais abaixo)


"Quanto ao registro dos resultados dos autotestes, fica facultado ao fabricante e/ou importador disponibilizar aos usuários sistema para registro dos resultados, contudo, sem configurar uma ação obrigatória", reforçou o ministério em nota ao g1. (leia mais abaixo)


Registro de resultado não é obrigatório

O registro do resultado positivo ou negativo do autoteste não é obrigatório. Segundo o Plano Nacional de Expansão da Testagem para Covid-19 (PNE-Teste) do Ministério da Saúde, fica "facultado ao fabricante e/ou importador disponibilizar aos usuários sistema para registro dos resultados, contudo, sem configurar uma ação obrigatória". (leia mais abaixo)


Segundo a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), há um site de notificações de autotestes comprados em farmácia onde o consumidor pode informar o resultado do teste à empresa. No entanto, os dados não são repassados para as estatísticas oficiais do governo. (leia mais abaixo)


“Os autotestes foram produzidos com o mote de auxiliar no controle da doença. Isto é, se o cidadão apresenta sintomas, é salutar ir até a farmácia e comprar um kit de autoteste para aferir o resultado. Se der negativo, e os sintomas persistirem, a pessoa deve fazer novamente depois de alguns dias. Se der positivo, obrigatoriamente o usuário deve realizar um teste rápido em farmácias ou um PCR-RT em laboratórios para a confirmação dos resultados. Nestes locais, todos os resultados são notificados. Assim há controle por parte das autoridades”, alertou Carlos Eduardo Gouvêa, presidente executivo da CBDL. (leia mais abaixo)


Falta de notificação x planejamento

Apesar de ser uma boa ferramenta de triagem, nem sempre a pessoa que tiver que o resultado positivo no autoteste vai até o serviço de saúde confirmar o diagnóstico, como orienta o Ministério da Saúde. Com essa falta de informação (e notificação) perdemos a capacidade de planejamento, alerta a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). (leia mais abaixo)"O problema maior [da falta de notificação] é que a gente perde a capacidade de planejamento, sem saber


exatamente quantas pessoas estão com a doença. Em um cenário em que ainda estamos com uma cobertura pequena em criança, baixa cobertura de dose de reforço, essa falta de dados preocupa", diz a epidemiologista. (leia mais abaixo)


Segundo os dados do consórcio de veículos de imprensa, mais de 82% da população vacinável do país estão imunizadas contra a Covid-19. A dose de reforço foi aplicada em cerca de 56%. O total de crianças de 5 a 11 anos que tomaram uma dose é de quase 60%. Quando falamos em duas doses, o número cai para 30%. (leia mais abaixo)


"A falta de dados também dificulta entendermos a relação da doença com os sintomas da Covid longa. Pessoas chegarão com sequelas e não saberemos exatamente quando foi a doença. Portanto, perdemos na nossa capacidade de entender a doença e traçar estratégias para um melhor enfrentamento da Covid-19", completa Maciel. (leia mais abaixo)


Quando o autoteste não deve ser utilizado?

O autoteste não gera um laudo. Por isso, ele não deve ser utilizado como comprovante em viagens, por exemplo. Veja as situações elencadas pelo Ministério da Saúde: (leia mais abaixo)


Para apresentação de teste de Covid-19 negativo em viagens internacionais

Para fins de licença médica laboral

Para definir diagnóstico (o autoteste deve ser realizado apenas para triagem)

Por pessoas com sintomas graves, como falta de ar, saturação abaixo de 95%, confusão mental, sinais de desidratação. Esses indivíduos precisam procurar imediatamente assistência em uma unidade de saúde


Fonte: G1

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