05/08/2022, 20h11, Foto: Extra

Apontada como uma das 36 pessoas que receberam transferências ou sacaram mais de R$ 20 mil do Ceperj, Ionara Ramos disse não saber o porquê do seu nome e CPF constar na planilha de pagamentos do órgão. Seu nome consta em uma planilha entregue pelo Banco Bradesco, onde ocorreram os saques, ao Ministério Público, com 27.665 pessoas físicas favorecidas este ano em 91.788 ordens bancárias de pagamento. (leia mais abaixo)


— Não sei de nada não. Eu trabalho como cozinheira. Não, não, nunca (saquei algum valor). Não tenho nada para te responder. Não tenho nada a falar. Nada, nada (participei de algo público) — afirmou Ionara ao EXTRA nesta sexta-feira.(leia mais abaixo)


Morando em uma casa simples no Paiol, em Guapimirim, Ionara afirmou trabalhar como cozinheira e que nunca participou do projeto da Fundação Ceperj. Segundo o portal da transparência da prefeitura de Guapimirim, Ionara Ramos atuou como recepcionista no Hospital Municipal Rabelo Mello de novembro de 2018 a julho de 2019. Os dados mostram que ela tinha um contrato de prazo determinado e recebia em torno de R$ 1,2 mil.(leia mais abaixo)


Outra ex-funcionária da prefeitura de Guapimirim admitiu ao EXTRA que recebeu R$ 21 mil da Fundação Ceperj, mas nunca trabalhou em algum projeto. Cinthia Tavares ainda disse ter sido informado que o dinheiro estava disponível em sua conta por alguém que preferiu não revelar para não sofrer represálias.(leia mais abaixo)


— Melhor nem falar, senão dá ruim pra mim — disse.(leia mais abaixo)


É da cidade de Guapimirim, na Região Metropolitana, a agência onde mais pessoas, entre as 36 que receberam os maiores valores únicos, recolheram o dinheiro, com oito saques ou transferências. Foram localizadas as redes sociais de três delas, duas das quais professoras. Em comum, todas demonstram hábitos simples, sem ostentações. Agências de municípios vizinhos, como Magé e Teresópolis, também apareceram na relação das com ordens de pagamento superiores a R$ 20 mil.(leia mais abaixo)


Nesta quarta-feira, a Justiça do Rio determinou que o governo interrompa as contratações temporárias e pagamentos sem prévia divulgação dos dados em portal eletrônico. A decisão correu em meio à revelação da existência de uma "folha secreta" existente na Fundação Ceperj. Os dados apontam que os pagamentos somam R$ 248 milhões. A investigação do MP ocorreu após uma série de reportagens do site UOL.


*Fonte: Extra

Entre para nosso
Grupo WhatsApp

Fique sempre bem informado sobre as últimas notícias!