06/08/2022, 00h20, Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira, 1º de agosto, inicia-se o "Agosto Dourado", um mês inteiramente dedicado à conscientização e ao incentivo à amamentação. Segundo o Ministério da Saúde, o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, sendo capaz de diminuir as taxas de mortes em crianças menores de cinco anos em até 13%.  (leia mais abaixo)


A recomendação é que a amamentação seja feita até os dois anos de idade ou mais e de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida. Ela protege contra doenças, como diarreia, alergias e infecções respiratórias, e também diminui o risco de desenvolver obesidade, colesterol alto e hipertensão.  (leia mais abaixo)


Vale lembrar que, além dos fatores nutricionais e da potente proteção contra enfermidades, o aleitamento materno ainda traz benefícios ao corpo da mãe e fortalece o vínculo afetivo entre ela e o bebê.


Entretanto, o ato de amamentar ainda é cercado por dúvidas e, para algumas mulheres, pode ser um verdadeiro desafio. Segundo um artigo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), existem alguns mitos sobre o tema que precisam ser esclarecidos. Veja quais são: 


1. Amamentar dói 

Muitas mulheres sentem desconforto nos primeiros dias após o nascimento do bebê, já que é um período de aprendizado. Porém, com apoio e posicionamento correto, ter mamilos doloridos pode ser algo evitável.


Caso uma mulher esteja enfrentando desafios e dores na hora do aleitamento materno, o ideal é buscar um consultor de lactação ou outro profissional qualificado para ajudar a superar o problema e tornar o momento prazeroso para mãe e bebê. 


2. Amamentar é fácil 

É fato que os bebês nascem com um reflexo para procurarem o peito da mãe. Porém, muitas mulheres precisam de apoio para posicionar o bebê de forma adequada. Além disso, para a amamentação ser feita da melhor maneira, é preciso tempo e prática, tanto para mães como para bebês. 


3. Muitas mães não produzem leite suficiente 

Praticamente todas as mães produzem a quantidade de leite suficiente para o bebê. A produção desse alimento é determinada pelo quão bem o bebê está posicionado junto ao peito, a frequência da amamentação e se a criança está fazendo uma boa sucção em cada mamada. 


Amamentar não é um trabalho de “uma mulher” e as mães precisam de apoio. São necessários suporte e orientação contínuos vindos de profissionais de saúde especializados e da rede de apoio, que deve prezar a saúde da mãe. (leia mais abaixo)


4. Se quiser amamentar, nunca use fórmula 

As mães podem decidir se precisam fazer uso da fórmula em algumas situações, mesmo que ainda estejam amamentando. É importante buscar informações sobre ela e outros produtos que substituem o leite materno. 


Para manter a produção de leite, a mãe deve continuar oferecendo o peito ao seu bebê o mais frequente possível. Portanto, em casos como esse, pode ser útil consultar um especialista em lactação ou outro profissional qualificado para ajudá-la a construir um plano que funcione melhor e ela continue amamentando. 


5. Não pode amamentar se estiver doente ou tomando medicamento

Dependendo do tipo de doença, as mães geralmente podem continuar amamentando. É fundamental que mulheres em situações como essa procurem realizar o tratamento adequado, descansar, comer bem e hidratar-se. 


Em muitos casos, inclusive, os anticorpos que o corpo da mãe produz para tratar a doença serão passados para o bebê, que acabará construindo a própria defesa também. 


Em relação ao medicamento, antes de qualquer coisa, é importante informar ao médico quando se está amamentando e ler as instruções antes de consumir qualquer medicamento. Em algumas situações, pode sim ser necessário tomar remédios. Nesses casos, também é importante avisar ao médico do bebê sobre a medicação.


6. Bebês que mamam no peito são muito apegados 

Todos os bebês são diferentes: alguns podem ser mais apegados e outros nem tanto, isso independente da forma como são alimentados. O aleitamento materno fornece não apenas a melhor nutrição para a criança, mas também é importante para o seu cérebro em desenvolvimento e para melhorar o vínculo com a mãe.  (leia mais abaixo)


7. É difícil desmamar um bebê com mais de um ano

Não há evidências de que seja mais difícil parar com a amamentação após um ano. Em contrapartida, há evidências de que o aleitamento materno até os dois anos de idade é benéfico para mãe e bebê. Todas as mães e bebês são diferentes e precisam determinar, junto com o médico, quanto tempo querem seguir amamentando. 


Fonte: Dr. Jairo Bouer

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