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Guarda Municipal vai atuar contra os arrastões nas praias

Guarda Municipal será a responsável pela segurança nas praias do RJ. Na foto guardas municipais no calçadão e areias do Arpoador

11/01/2017      13h58      |    Foto: Divulgação 
A Guarda Municipal vai intensificar as suas ações nas praias da cidade. A partir do próximo fim de semana, os 220 agentes da Operação Verão passarão a se comunicar na mesma frequência de rádio da PM. Além disso, o raio de atuação será ampliado. Em lugar de apenas circularem pela orla e na faixa de areia, eles vão patrulhar as ruas de acesso às praias, bem como acompanhar a movimentação nos pontos de ônibus. O patrulhamento também será feito nas proximidades de estações do metrô. As medidas fazem parte das primeiras ações do plano de prevenção contra arrastões, desenvolvido pela Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) e publicado ontem no Diário Oficial.

O esquema será adotado aos sábados, domingos e feriados, inicialmente até o fim de março. O esquema terá também o apoio do Centro de Operações Rio (COR) com as câmeras de trânsito, que deixarão de monitorar os veículos para focar na movimentação dos frequentadores e alertar os agentes da guarda sobre incidentes. O secretário de Ordem Pública, coronel Paulo Cézar Amêndola, terá uma reunião hoje com o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, para acertar os últimos detalhes da parceria.

O patrulhamento sem armas de fogo gera sensação de segurança, segundo as amigas Larissa Reis e Eliane Videira. Elas contam que costumam ficar perto do carro da guarda.

— Armas utilizadas por agentes despreparados podem causar uma tragédia. Por isso, fico mais tranquila com os guardas. Paro sempre na calçada, próximo à viatura da guarda, que está sempre neste ponto. Não fico nem na areia — conta Elaine.

‘Não tem como se defender’

O vereador Jones Moura (PSD-RJ), guarda municipal licenciado, afirma que o agente não tem como se defender. Ele defende que os agentes usem armas de fogo.

— Seria uma forma viável de coibir os ataques, bastante importante, mas que não solucionaria os problemas da cidade. Como combater, portando spray de pimenta ou armas de choque elétrico, os grupos que praticam esses crimes, muitas vezes com facas e até armas de fogo? — afirmou Jones.

O secretário de Ordem Pública já afirmou que é contra a ideia. Hoje, a guarda no Rio não pode usar nem armas não letais. Ela foi proibida pela Justiça do Rio em setembro de 2013, depois de uma ação da Ministério Público que pedia o banimento do uso desses equipamentos pelos agentes. Jones também questiona a definição de “pequenos delitos”:

— Um simples roubo de celular pode ser considerado um pequeno delito. No entanto, o guarda municipal não tem como se defender.

Preparação

Os setores de inteligência da Guarda Municipal e da Seop, por exemplo, estão se familiarizando com o uso de uma ferramenta do Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo estadual.

Integração

Conhecido como ISP Geo, o software é alimentado diariamente com dados de ocorrências registradas nas delegacias do Rio. O sistema foi doado por empresários à Secretaria de Segurança Pública antes da Olimpíada.

Ajuda

No fim do ano passado, a prefeitura fechou um convênio com o governo estadual para ter acesso à ferramenta. Agora, a ideia é usá-la para planejar a distribuição dos efetivos pela praia e em suas imediações, com base nas estatísticas criminais da véspera.

Grande teste

A previsão inicial é que o sistema comece a ser utilizado no fim no feriadão de São Sebastião.

Fonte: Extra 

 

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