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Ex-primeira-dama Adriana Ancelmo é condenada a 18 anos de prisão

Mulher do ex-governador Sergio Cabral recebe primeira condenação

21/09/2017 10h01 | Foto: Divulgação

A ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, recebeu nesta quarta-feira sua primeira condenação à prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A sentença, proferida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, estipula penas que somam 18 anos e três meses de prisão contra ela. Adriana está presa desde 6 de dezembro. No fim de março, ela passou ao regime domiciliar, no qual permanecerá, segundo a decisão de Bretas.

Outras doze pessoas foram condenadas pelo magistrado nesta quarta, entre elas o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), que recebeu pena de 45 anos e três meses de prisão. Foi a segunda vez que o peemedebista foi condenado. A primeira condenação foi determinada pelo juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava-Jato na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Naquela ocasião, Moro absolveu Adriana Ancelmo, alegando que não havia provas sobre sua participação nos acertos de corrupção do marido.

Dessa vez, o juiz Marcelo Bretas condenou Adriana pela prática de cinco atos criminosos — além de integrar a organização criminosa, ela participou de quatro atos de lavagem de dinheiro desviado de contratos do governo estadual, além de integrar a organização criminosa.

A ex-primeira-dama ocultou e movimentou cerca de R$ 6,5 milhões em joias nas joalherias Antonio Bernardo e H.Stern, enquanto outros R$ 1,5 milhões do esquema foram gastos em despesas pessoais de Adriana. Na sentença, o juiz descreve ainda que Adriana Ancelmo usou seu escritório de advocacia para lavar R$ 2,4 milhões em contratos com a empresa Reginaves e R$ 2,5 milhões com o hotel Portobello Resort, em Magaratiba, na Costa Verde do Rio.

Na sentença, Bretas se refere à Adriana como “companheira de vida e práticas criminosas” de Sérgio Cabral e diz que ela também era “mentora de esquemas ilícitos”, junto com o ex-governador.

“Ao lado de seu marido, ora apenado, usufruiu como poucas pessoas no mundo os prazeres e excentricidades que o dinheiro pode proporcionar, quase sempre a partir dos recebimentos que recebeu por contratos fraudulentos celebrados por seu escritório de advocacia, com o fim de propiciar que a organização criminosa que integrava promovesse a lavagem de capitais que, em sua origem, era fruto de negócios espúrios”, afirmou o magistrado Bretas.

Segundo Bretas, Adriana Ancelmo atuava para seduzir empresários a falsear operações e promover atos de lavagem de dinheiro. O juiz classificou a atuação de seu escritório de advocacia como uma “arquitetura criminosa”.

O magistrado disse que Adriana desfilava “com pompa ostentado o título de primeira dama do Estado do Rio de Janeiro, na mesma época em que recebia vultosas quantias ‘desviadas’ dos cofres públicos, com lastro em documentos forjados para dissimular a origem ilícita”.

“Seu comportamento vergonhoso tem ainda o potencial de macular a imagem da advocacia nacional, posto que sua atividade e sua estrutura profissional foram utilizadas nesta pratica criminosa” escreveu o juiz.

Segundo a sentença, Adriana tinha o papel dentro da organização criminosa de dar aparência de legalidade aos “milhões em propinas” recebidos pelo grupo.

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“Parece óbvio que a tarefa a cargo desta condenada era da maior relevância, seja pela função de promover a lavagem de dinheiro seja pelo seu relacionamento íntimo com o mentor dessa organização criminosa, e por isso a sua culpabilidade é extrema”, disse o juiz.

Em nota, o advogado Alexandre Lopes afirmou que “a sentença condenatória, no ver da defesa, é divorciada das provas colhidas, traduzindo-se em injustiça”. Ele afirmou também que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que “analisará novamente os fatos e o acervo probatório, e, sem dúvida, reformará a decisão”.

AS CONDENAÇÕES DOS RÉUS NA CALICUTE

1) Sérgio Cabral, ex-governador — 45 anos e 2 meses de prisão

2) Wilson Carlos, ex-secretário de Governo — 34 anos de reclusão

3) Hudson Braga, ex-secretário de Obras — 27 anos de reclusão

4) Carlos Emanuel Miranda, apontado como operador de Cabral — 25 anos de reclusão

5) Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador de Cabral — 6 anos e 6 meses de reclusão

6) Wagner Jordão Garcia, apontado como operador de Hudson Braga — 12 anos e 2 meses de reclusão

7) Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama — 18 anos e 3 meses de reclusão

8) Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, ex-assessor de Cabral e delator — 9 anos e 4 meses de reclusão

9) José Orlando Rabelo, apontado como operador de Hudson Braga — 4 anos e 1 mês de reclusão

10) Luiz Paulo Reis, apontado como “laranja” de Hudson Braga — 5 anos e 10 meses de reclusão

11) Carlos Jardim Borges, empresário e dono do complexo Portobello — 5 anos e 3 meses de reclusão

12) Luiz Alexandre Igayara, dono da Rica Alimentos e delator — 6 anos de reclusão

ABSOLVIÇÃO

Pedro Miranda, ex-assessor de Cabral

Fonte: O Globo

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